O Mapa digital europeu

Portugal está a assumir um papel dominante no mapa digital europeu ja que segundo o novo Data Center Market Outlook da Portugal DC, com a construção do Start Campus (projeto Sines 4.0) iniciado em 26 de abril de 2022, com o arranque das obras do primeiro edifício, o SIN01 (anteriormente designado por NEST). o país deverá multiplicar por 44 a capacidade instalada de data centers até 2031, alcançando 1,5 GW de IT Power em colocation.  

Estes  investimento ultrapassarao os 130 mil milhões e permitirao criar cerca de 10 mil postos de trabalho qualificados.

Defende-se inclusive que o setor deve ser reconhecido como estratégico para a economia nacional, sublinhando que a nova vaga de investimentos posiciona Portugal como um dos maiores hubs digitais da Europa - e um ponto nevrálgico nas ligações globais de dados.

Três fatores explicam este crescimento sem precedentes: geografia atlântica privilegiada, estabilidade política e económica e liderança nacional em energias renováveis, que tornam o país altamente competitivo para operadores internacionais de cloud, IA e computação avançada.

"O aumento de 44 vezes da capacidade confirma um momento singular para Portugal", afirma Luís Duarte, presidente da Portugal DC.

Com operadores globais a desenvolver mega-campus no país, o setor prepara-se para reforçar o investimento estrangeiro, apoiar novas aplicações de inteligência artificial e consolidar a infraestrutura crítica que sustentará a digitalização da economia.

A Portugal DC, que agrega operadores, investidores, universidades e entidades públicas, quer agora reforçar a projeção internacional do ecossistema e garantir que Portugal aproveita plenamente esta "janela de oportunidade histórica" para liderar a próxima geração da economia digital europeia.

Entretanto o  dispêndio de água pelos centros de dados (data centers) em Portugal é um tema sensível devido ao crescimento da inteligência artificial (IA) e à pressão sobre os recursos hídricos, embora a regulação nacional ainda não fixe tetos máximos obrigatórios de consumo.

O Plano Nacional de Centros de Dados (PNCD), aprovado em março de 2026, obriga os operadores a reportarem os seus consumos, mas não define limites vinculativos para o gasto de água ou energia.

As associações ambientalistas, como a Zero, alertam que a proliferação e expansão destas infraestruturas — cuja procura projetada poderá crescer rapidamente até 2030 — colocam desafios à gestão hídrica em períodos de seca.

A União Europeia já avançou com um rótulo de sustentabilidade para uniformizar e tornar públicos os indicadores de eficiência de água e energia destas instalações.

O maior projeto do país, o Start Campus em Sines (cujo primeiro edifício, o SIN01, atingiu 26 MW de capacidade), divulgou os seus dados operacionais relativos a 2025

Água Potável: O consumo de água potável para arrefecimento foi zero.

Água do Mar utilizou um sistema de arrefecimento em circuito aberto com água do mar (captando cerca de 692.942 m³ e devolvendo o volume equivalente), resultando num consumo líquido de água do mar igual a zero.

Redução de Água Doce a  captação de água doce industrial foi reduzida drasticamente no início de 2026 face à média do ano anterior.