As exportações portuguesas para Angola têm registado um aumento global no valor das vendas (cerca de 14,6% entre 2021 e 2025), apesar de se ter verificado uma diminuição de 713 empresas exportadoras portuguesas a operar e vender para este mercado no mesmo período.
Portugal exporta essencialmente máquinas, fornecimentos industriais, produtos alimentares, bebidas, medicamentos e vinhos.
Mais de 4.000 empresas portuguesas continuam a exportar para Angola, e cerca de 1.200 operam diretamente no território angolano (com forte presença na construção e serviços).
De acordo com o Anuário de Estatísticas do Comércio Externo 2025, o valor das importações angolanas provenientes de Portugal totalizou 1,5 biliões de kwanzas (cerca de 1.415 milhões de euros), contra 1,2 biliões de kwanzas (cerca de 1.172 milhões de euros) em 2024.
Portugal fica apenas atrás da China, que continua a dominar as importações angolanas com uma quota de 20,41% e um crescimento de 56,54% face a 2024, totalizando 3,1 biliões de kwanzas (cerca de 2.946 milhões de euros).
O documento do INE regista ainda variações noutros fornecedores como o Togo que teve o maior crescimento entre todos os parceiros --- 504,24% ---, passando de 69.388 milhões de kwanzas (cerca de 65 milhões de euros) em 2024 para 419.270 milhões de kwanzas (cerca de 396 milhões de euros) em 2025, tornando-se o 12.º maior fornecedor de Angola.
A Argentina registou também um crescimento expressivo de 238,18%, passando de 153.496 milhões de kwanzas (cerca de 145 milhões de euros) para 519.087 milhões de kwanzas (cerca de 490 milhões de euros).
No total, as importações angolanas cresceram 16,93% em 2025, para 15,3 biliões de kwanzas (cerca de 14.431 milhões de euros), destacando-se entre os princiais grupos as máquinas e aparelhos (25,56%), combustíveis (16,40%), metais comuns (10,79%), produtos alimentares (9,18%) e veículos (8,90%).
A balança comercial de bens entre Portugal e Angola continua a ser vantajosa para o país europeu, mesmo com uma diminuição nas exportações em comparação com os valores registados antes da crise económica que abalou Angola. Apesar da significativa redução nas vendas para o mercado angolano, a balança comercial mantém-se amplamente positiva para Portugal, com um excedente que ronda os 990 milhões de euros.
Este excedente mostra que Portugal consegue ainda preservar uma margem substancial de ganhos no comércio com Angola.
Este saldo positivo sublinha a resiliência da economia portuguesa no cenário internacional e a contínua importância do mercado angolano como destino das exportações nacionais.
Angola registou um elevado volume de importações de bens, mas observou-se uma redução substancial nesse fluxo comercial.
Esta diminuição pode ser atribuída à crise económica que afetou Angola, resultando numa desaceleração das suas compras internacionais.
Nos últimos cinco anos, Angola consolidou-se como o nono destino mais importante para as exportações portuguesas, uma posição que tem vindo a manter de forma consistente desde 2019 até 2023.
Esta estabilidade reflete a importância contínua do mercado angolano para as empresas portuguesas, apesar das flutuações económicas.
Em contraste, os principais destinos das exportações Portugal permanecem relativamente constantes, incluindo países como Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos da América (EUA), Reino Unido, Itália, Países Baixos e Bélgica.
Durante este período, houve uma mudança notável na classificação desses destinos, com os EUA a ultrapassarem o Reino Unido e a assumirem uma posição superior no ranking das exportações portuguesas.
De acordo com os dados mais atualizados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal exportou para Angola bens no valor total de 1263 milhões de euros ao longo do último ano. Simultaneamente, as importações de produtos provenientes de Angola somaram 271 milhões de euros. Este cenário resulta numa balança comercial que continua a ser amplamente favorável para Portugal, com um excedente comercial de 992 milhões de euros. Comparando com os dados de 2012, observa-se uma diminuição de 11% nas exportações para Angola, que passaram de 1423 milhões de euros para 1263 milhões de euros. Esta redução reflete uma desaceleração no volume das exportações portuguesas para o mercado angolano, que, apesar de ainda manter um saldo positivo significativo, não atinge os níveis elevados registados no início da década.
As empresas portuguesas têm como principais produtos de exportação uma vasta gama de itens, que inclui, sobretudo, máquinas e equipamentos, fornecimentos industriais, produtos transformados, alimentos e bebidas, bem como materiais de transporte e acessórios diversos. No contexto das exportações que totalizam aproximadamente 1200 milhões de euros, as máquinas e equipamentos destacam-se como o principal grupo de produtos exportados, representando um significativo terço do valor total, com vendas que ascendem a 419 milhões de euros. Este valor equivale a cerca de 33% das exportações totais realizadas por Portugal para Angola.
Seguindo-se na lista de exportações, os produtos das indústrias químicas representam um montante de 140 milhões de euros, o que corresponde a 11% do total exportado. Os metais comuns, que incluem diversos tipos de metais não preciosos, têm uma contribuição ligeiramente superior a 130 milhões de euros, constituindo cerca de 10% das exportações totais. Finalmente, os bens alimentares, bebidas, vinagres, tabaco e outros produtos contendo nicotina somam 119 milhões de euros, representando 9% do total das exportações para o país africano. Esta distribuição detalhada evidencia a diversificação das exportações portuguesas, que abrangem desde bens industriais de alto valor até produtos de consumo e matérias-primas.