Nós permitimo-nos ser menos condescendentes lembrando o golpe anti Socrates, o golpe anti Costa e a imensidão de paparazzi lusos…

O relatório Democracia 2026: Desvendar a Era Democrática define  Portugal no 26.º lugar do ranking das melhores democracias do mundo, o que nos choca

Ha no entanto  vários alertas sobre o rumo do país, nomeadamente em relação à igualdade perante a lei.

Enfim e os direitos laborais de HST, de participação na gestao das organizações…?

O ranking é da responsabilidade do projeto internacional V-Dem (Variedades da Democracia), do qual faz parte o Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa.

O Iscte – Instituto Universitário de Lisboa ocupa o lugar entre as posições 601-800 a nível mundial no Times Higher Education World University Rankings e a 5.ª posiçãoem Portugal. No QS World University Rankings, situa-se no 851-900.

Este  estudo, analisa 179 países e começa por referir que o "nível da democracia na Europa Ocidental e na América do Norte encontra-se no nível mais baixo em 50 anos, principalmente devido ao processo de autocratização em curso nos Estados Unidos".

Portugal caiu três posições no ranking, comparativamente ao ano passado, e, pela primeira vez, integra a lista de países "muito perto de se tornarem autocratizadores".

São sete os estados que mostram "sinais de alerta" de que a democracia está a enfraquecer: além do nosso país, surgem também a Bulgária, Chipre, a Namíbia, a Rússia, a Serra Leoa, o Sudão e Vanuatu.

Para estes resultados contribui a queda significativa da "componente igualitária". Neste parâmetro, Portugal caiu da posição 38 para o lugar 61 em apenas um ano.

Ao jornal Público, um dos autores do estudo, Tiago Fernandes, justifica esta queda com oaumento da imigração, visto que estão mais vulneráveis a violações da lei, como "repressão laboral, trabalho forçado" ou menor "liberdade de circulação".

O professor e investigador aponta ainda outros fatores, como o crescimento da extrema-direita, a falta de eficácia das instituições ou a politização da administração pública, para explicar a erosão da democracia.

O relatório também destaca alguns pontos positivos.

Além de sublinhar a qualidade das eleições, que diz ser "bastante elevada", destaca também a capacidade de investigação do Parlamento e a independência dos órgãos de comunicação social e do Tribunal Constitucional.

Ao todo, no final de 2025, o mundo tinha 92 autocracias e 87 democracias, mas apenas 7% da população mundial, cerca de 600 milhões de pessoas, vivem em democracias liberais.

A liberdade de expressão tem sido um dos maiores fatores de degradação da democracia: 44 países registaram um declínio em 2025.

Outro ponto destacado neste relatório é a utilização da tortura para reprimir a oposição política, uma prática que se tem tornado cada vez mais comum.