Portugal:  instabilidade no poder reside à direita

Vivemos um tempo em que por mais que Montenegro se esforce  se constata a existencia de uma significativa instabilidade governativa. 

Fosse o PR Jorge Sampaio e Montenegro ja teria sido colocado no lugar certo por incompetência e na impossivel hipotese de MRSousa ser um PR isento e Montenegro tambem teria afastado o seu correligionário Montenegro considerando a forma como  lidou com Antonio Costa.

Infelizmente o PR Seguro acredita na estabilidade formal e nao na estrutural  o que alimenta Montenegro( e tambem o condottieri sr venturinha), pois basta olhar para a Constituição da República,

O primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, após ouvir os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais (Artigo 187.º, n.º 1).

Os Ministros (e restantes membros do Governo) são nomeados pelo Presidente da República sob proposta do Primeiro-Ministro (Artigo 187.º, n.º 2).

Goste ou nao o PR Seguro ele está inexorávelmente ligado aos Governos Montenegro no seu todo e as incompetências do PM às incompetências de cada ministro e secretario de estado sao tambem da sua responsabilidade pelo ja deveriam ter caído pelo menos 4 ministros do atual governo com um ano de atividade!

Ora esta instabilidade é reforçada com as guerras internas às Direitas desde os histerismos à venturinha aos picanços à Passos Coelho!

Esta instabilidade é ainda relevada pelo facto do PSD ter tido em 50 anos 18 lideres (2,9 anos por lider).

Já o recordista em estabilidade de lideranças é o PCP (7 em 103 anos. 14,8 anos por lider com peso central em Alvaro Cunhal).

O PS teve de 1973 ate 2026, 10 lideres ( 5,3 anos por lider com peso central em Mario Soares).

O CDS teve 10 lideres ( 5,2 anos por lider )

No entanto se olharmos para os anos de govdrnaçao o PS teve 25 anos, o PSD 23 anos,  o CDS 14 anos e o PCP esteve no governo durante 2 anos e dois meses e por 4 anos teve um acordo de governo.

O BE teve tambem por 4 anos um acordo de governo.

Vejamos a realidade dos paises da UE onde a media da governaçao está nos dois anos!

Governos de Curta Duração (Menos de 1 ano)

Paised com parlamentos muito fragmentados, onde as coligações caem facilmente:

  • Bélgica e Finlândia: Apresentam a menor longevidade média na Europa, com os executivos a durarem em média apenas 10 meses.
  • Itália e Letónia: Os governos mudam, em média, a cada 1 ano.

Governos de Duração Intermédia (1 a 2 anos)

É o bloco onde se insere a maioria dos países da UE, cujas dinâmicas políticas exigem constantes negociações ou resultam em quedas prematuras:

Portugal: Historicamente, a média da democracia portuguesa ronda os dois anos e poucos meses por governo (cerca de metade do tempo regulamentar da legislatura).

Governos de Longa Duração (Mais de 4 anos)

São raros os países onde os executivos cumprem quase sempre os prazos constitucionais previstos:

Luxemburgo e Malta sao os paises com os governos mais estáveis da UE, ultrapassando uma mediana de 4,5 anos em funções e cumprindo quase na totalidade os seus mandatos.

Enfim o que se pode constatar é que este grito de desespero por causa da instabilidade so acontece para salvar a incompetência da governacao de Montenegro

Exige-se pois mais firmeza a Seguro que no minimo deveria retirar o apoio aos ministros fa Saude, do Trabalho,, da Administração Interna e da Economia !

No minimo!