Vejamos pois do nosso ponto de vista o processo histórico,
A senhora D. Teresa começou, lembremos, a assumir o título de rainha (regina) a partir de 1117, ( há 909 anos )tendo também o marco de reconhecimento papal através da bula Fratrum Nostrum do Papa Pascoal II em 18 de junho de 1116. ( 910 anos).
Terá uma rainha … reino? Teremos uma rainha…sem reino?
D. Teresa começou a assinar documentos oficiais como regina em 1117, após a morte do marido (o Conde D. Henrique, em 1112) e a assunção da governação a solo do Condado Portucalense (e nao de um reino?)
O título de rainha realçava a sua condição de filha do rei D. Afonso VI de Leão e Castela, o Imperator Totius Hispaniæ procurando governar com estatuto soberano.
D. Teresa aparentemente não lutava pela independência total do Condado Portucalense face a Leão e Castela, mas sim pela consolidação de um poder autónomo no ocidente peninsular e pela expansão do seu próprio domínio a partir da Galiza
Autonomia e Título Régio: Dona Teresa governou o Condado Portucalense após a morte do marido, o conde D. Henrique, chegou a assinar documentos como rainha (regina) a partir de 1117, procurando o reconhecimento político e diplomático do seu poder perante o Papado e os reinos vizinhos.
Uma dita Aliança Galega: em aue se baseava a sua ideia de reino a partir de uma forte aliança com a alta nobreza galega, dada a sua relação com o conde Fernão Peres de Trava gerou o conflito com os Barões Portucalenses pois seriam dependentes dessa galega nobreza o que desagradou profundamente aos nobres e bispos do Condado Portucalense.
Foram os que seguem os autores desse descontentamento,
Líderes Eclesiásticos (Bispos)
Os chamados "barões portucalenses" — a aristocracia do Entre Douro e Minho que se sentia marginalizada pela corte galega de D. Teresa — uniram as suas hostes militares e incentivaram D. Afonso Henriques.
Os mais destacados foram:
Egas Moniz de Ribadouro: O célebre aio de D. Afonso Henriques cuidador de Afonso Henriques .
Foi um dos principais mentores e articuladores políticos da transição de poder, unindo a nobreza em torno do jovem infante.
Gonçalo Mendes da Maia ("O Lidador"): Um dos guerreiros e nobres mais influentes da época, cuja força militar foi decisiva no confronto contra os galegos.
Gonçalo Mendes de Sousa: Chefe da poderosa linhagem dos Sousãos, que abandonou a cúria de D. Teresa para apoiar a causa da autonomia portucalense.
Soeiro Mendes de Sousa: Irmão de Gonçalo Mendes de Sousa, também com forte peso militar e político na região
É assim que se dá a Batalha de São Mamede, em 1128. ( ha 898 anos)
A oposição liderada pelo seu próprio filho, D. Afonso Henriques, ( na algura com 19 anos) apoiado pelos tais barões portucalenses, derrotou as suas forças conjuntas de D. Teresa e de Fernão Peres de Trava.
Caminho para a Independência D. Teresa teria consolidado o território, criado estruturas militares e abriu o caminho a uma forte dinâmica de poder, mas foi D. Afonso Henriques quem assumiu o governo após 1128 e encabeçou o projeto da independência definitiva que daria origem ao Reino de Portugal.
Mas a independência de Portugal foi mesmo um processo que passou por diversas fases e tem várias datas chave: a 24 de Junho de 1128 (898 anos) com a Batalha de São Mamede, a 25 de Julho de 1139 ( 887 anos) com a Batalha de Ourique, quando Afonso Henriques assumiu o título de Rei dos portugueses, a 5 de outubro de 1143, (883 anos) quando D. Afonso Henriques assinou com o primo Afonso VII de Leão e Castela e que se coroou imperador em Leão em 1135, o Tratado de Zamora que reconheceu a soberania portuguesa e finalmente a a 23 de maio de 1179, (847 anos ) quando a independência de Portugal foi reconhecida pelo Papa Alexandre III mediante a bula Manifestis Probatum
Ora a hierarquia de poder na Europa tinha como topo nao um rei ou um imperador.
Mas sim o papa de Roma…
Assim, e recordando,
Afonso VI (1040–1109) Foi rei de Leão e Castela e adotou o título de imperador após conquistar a cidade de Toledo em 1085.
Afonso VII (1105–1157) conhecido como "o Imperador".foi coroado formalmente imperador na cidade de Leão em 1135.
Carlos V / Carlos I (1500–1558) Rei de Espanha (sendo Carlos I de Castela) e também Sacro Imperador Romano-Germânico
E foi neste contexto imperial que foi a Manifestis Probatum a bula papal emitida pelo Papa Alexandre III em 23 de maio de 1179, que reconheceu oficialmente a independência de Portugal e D. Afonso Henriques como o primeiro rei do país confirmando o título de Rei de Portugal e colocando o novo reino sob a proteção direta da Santa Sé.
Enfim a referida bula validou juridicamente o estatuto de país soberano conquistado por D. Afonso Henriques, que já era rei de facto, ratificando os termos anteriores do Tratado de Zamora.
Esta Bula reza em português atual ,
"Alexandre, Bispo, Servo dos Servos de Deus, ao Caríssimo filho em Cristo, Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e a seus herdeiros, 'in perpetuum'.
Está claramente demonstrado que, como bom filho e príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua mãe, a Santa Igreja, exterminando intrepidamente em porfiados trabalhos e proezas militares os inimigos do nome cristão e propagando diligentemente a fé cristã, assim deixaste aos vindouros nome digno de memória e exemplo merecedor de imitação. Deve a fé Apostólica amar com sincero afecto e procurar atender eficazmente, em suas justas súplicas, os que a Providência divina escolheu para governo e salvação do povo. Por isso, Nós, atendemos às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa, tomamo-la sob a proteção de São Pedro e nossa, e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos Sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. E para que mais te fervores em devoção e serviço ao príncipe dos apóstolos S. Pedro e à Santa Igreja de Roma, decidimos fazer a mesma concessão a teus herdeiros e, com a ajuda de Deus, prometemos defender-lha, quanto caiba em nosso apostólico magistério. Continua, pois, a mostrar-te filho caríssimo, tão humilde e devotado à honra e serviço da tua mãe, a Santa Igreja Romana, e a ocupar-te em defender os seus interesses a dilatar a fé cristã de tal modo que esta Sé Apostólica possa alegrar-se de tão devoto e glorioso filho e não duvide da sua afeição. Para significar que o referido reino pertence a São Pedro, determinaste como testemunho de maior reverência pagar anualmente dois marcos de oiro a Nós e aos nossos sucessores. Cuidarás, por isso, de entregar tu e os teus sucessores, ao Arcebispo de Braga pro tempore, o censo que a Nós e a nossos sucessores pertence. Determinamos, portanto, que a nenhum homem seja lícito perturbar temerariamente a tua pessoa ou as dos teus herdeiros e bem assim o referido reino, nem tirar o que a este pertence ou, tirado, retê-lo, diminuí-lo ou fazer-lhe quaisquer imposições. Se de futuro qualquer pessoa eclesiástica ou secular intentar cientemente contra o que dispomos nesta nossa Constituição, e não apresentar satisfação condigna depois de segunda ou terceira advertência, seja privada da dignidade da sua honra e poder, saiba que tem de prestar contas a Deus por ter cometido uma iniquidade, não comungue do sacratíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo nosso divino Senhor e Redentor, e nem na hora da morte se lhe levante a pena. Com todos, porém, que respeitarem os direitos do mesmo reino e do seu rei, seja a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que neste mundo recolham o fruto das boas obras e junto do soberano juiz encontrem o prémio da eterna paz. Ámen. Ámen."
Pedro, Paulo, Alexandre PP. III Eu Alexandre, Bispo da Igreja Católica SSBENE VALETE
Eu Ubaldo Bispo de Óstia SS
Eu Teodino Bispo do Porto e de Santa Rufina SS
Eu Pedro Bispo de Frascati SS
Eu Henrique Bispo de Albano SS
Eu Bernardo Bispo de Palestrina SS
Eu João Cardeal presbítero do título dos Santos João e Paulo e de Pamáquio SS
Eu João Cardeal presbítero do título de Santa Anastásia SS
Eu João Cardeal presbítero do título de S. Marcos SS
Eu Pedro Cardeal presbítero do título de Santa Susana SS
Eu Viviano Cardeal presbítero do título de Santo Estêvão no Monte Celio SS
Eu Cíntio Cardeal presbítero do título de Santa Cecília SS
Eu Hugo Cardeal presbítero do título de S. Clemente SS
Eu Arduino Cardeal presbítero do título de Santa Cruz em Jerusalém SS
Eu Mateus Cardeal presbítero do título de S. Marcelo SS
Eu Jacinto Cardeal diácono do título de Santa Maria em Cosmedína SS
Eu Ardício Cardeal diácono do título de S. Teodoro SS
Eu Laborana Cardeal diácono do título de Santa Maria in Porticu SS
Eu Rainério Cardeal diácono do título de S. Jorge em Velabro SS
Eu Graciano Cardeal diácono do título dos Santos Cosme e Damião SS
Eu João Cardeal diácono do título de Santo Angelo SS
Eu Rainério Cardeal diácono do título de Santo Adriano SS
Eu Mateus Cardeal diácono do título de Santa Maria-a-Nova SS
Eu Bernardo Cardeal diácono do título de S. Nicolau in Carcere Tulliano SS
Dada em Latrão, por mão de Alberto, Cardeal presbítero e Chanceler da Santa Igreja Romana, a 10 das kalendas de Junho (23 de Maio), indicção XI, ano MCLXXVIIII da Encarnação do Senhor e XX do Pontificado do Papa Alexandre III.
(português)
SS - "Subscrevi".
Este pequeno reino que cresceu para os Algarves e com Manuel optou pelo longo titulo o primeiro rei de Portugal a adotar o título formal de "Rei de Portugal e dos Algarves, d'aquém e d'além-mar em África”a partir de 1499, para refletir o império marítimo.
O título completo era também "senhor da Guiné e da conquista, da navegação e do comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e da Índia".
Mostrou o império português ao mundo assim a transição de Portugal para uma potência global de comércio e exploração oceânica.
De reino militar anti islâmico Portugal transmutou-se num Imperio Mercantil escravocrata e pluricontinental!
A primeira quebra foi o Brasil que se assumiu imperial em 1822 e com a Conferência de Berlim, realizada entre 15 de novembro de 1884 e 26 de fevereiro de 1885, convocada pelo chanceler alemão Otto von Bismarckque estabeleceu as regras para a ocupação e o comércio europeu no continente africano la se foi o sonho do Mapa Cor de Rosa terminado militarmente com o Ultimato britânico de 1890.
Sao Joao Batista de Ajudá perde-se em agosto de 1961, e a presença portuguesa nas Indias terminou em dezembro de 1961, quando as forças da Índia anexaram militarmente os territórios restantes através da Operação Vijay.
Os generais Botelho Moniz, Almeida Fernandes e Costa Gomes, foram derrotados em abril de 1961 pela capangagem facistoide de Kaulza de Arriaga e Americo Tomáse de tal resulta o estertor final de um imperio sobrevivente fora do tempo…
A 1 de julho de 1970, o Papa Paulo VI ao receber em audiência privada no Vaticano os três líderes dos movimentos de libertação das antigas colónias portuguesas: Amílcar Cabral (PAIGC), Agostinho Neto (MPLA) e Marcelino dos Santos (FRELIMO) dá a ultima grande machadada a um imperio que ainda resistiu militarmente por 13 anos, caindo com o 25 de abril de 1974
Morrendo o Imperio Portugal retoma-se continental e ilhéu
No tipico agastamento dos derrotados em 2026 com uma lei aprovada à direita contra os imigrantes, Portugal anula de vez a unidade sociologica e cultural da CPLP e dos portugueses da diáspora
Para nos esconder esse agastamento inventou a lusa direita essa tal fundação Portugal praticamente por direitistas feito!
Eis porque deveriamos responder com um Movimento de Cidadãs e Cidadaos um movimento, Civico não institucional Nasceu Portugal que deveria realçar a CPLP e um sonho consubtanciado numa Confederação de Países de Lingua Portuguesa neste tempo em que a UE se esvai nuns EUA piratista