Promovido pelo Teatro São Luiz, com curadoria de João Pereira e produção executiva da Robalo Music, o Picadeiro Fest aposta novamente numa programação eclética, construída a partir do cruzamento entre diferentes geografias, tradições, identidades e formas de criação musical.
Ao longo de cinco dias, o público poderá acompanhar propostas que vão da música comunitária e identitária à improvisação experimental, passando pelo jazz contemporâneo, pela guitarra a solo e por abordagens que desafiam as fronteiras entre composição, interpretação e criação espontânea.
Entre os projetos em destaque encontram-se as Batucadeiras das Olaias, cuja música parte de uma forte dimensão comunitária e identitária, e o Ensemble of Other Living Beings, que apresenta uma abordagem aberta e ritualística ao som e à criação coletiva.
Outro dos momentos do festival será REQUIEM, projeto que revisita e reinventa os códigos associados à música sacra, transportando-os para um território contemporâneo de experimentação artística.
A improvisação assume igualmente um papel central na programação. DUOT with Strings, com participação do ZARM Quartet, explora caminhos de improvisação radical e de interação entre músicos, enquanto o projeto trezedesenvolve uma pesquisa centrada nas possibilidades tímbricas e nas diferentes texturas do som.
O jazz contemporâneo estará representado pelo Quarteto de Gonçalo Marques, projeto que reúne músicos de diferentes percursos e geografias num diálogo entre composição e improvisação.
Já Norberto Lobo, uma das vozes mais singulares da guitarra portuguesa contemporânea, apresenta-se a solo, explorando um universo musical muito próprio, marcado pela liberdade criativa e por uma relação profundamente pessoal com o instrumento.
O trio RHIZOME completa esta viagem por territórios de improvisação coletiva, procurando novas formas de interação, construção e transformação musical em tempo real.
Mais do que uma sucessão de concertos, o Picadeiro Fest 2026 propõe uma experiência de escuta que coloca em diálogo tradição e contemporaneidade, memória e descoberta, estrutura e liberdade.
Num programa onde convivem diferentes estéticas e modos de pensar a música, o festival afirma-se como espaço de experimentação e encontro, dando palco a artistas que exploram novas possibilidades de criação e questionam permanentemente os limites do próprio som.
Durante cinco dias, o Teatro São Luiz transforma-se, assim, num verdadeiro laboratório musical aberto à cidade, convidando o público a descobrir novas linguagens e a experimentar outras formas de ouvir, sentir e compreender a música contemporânea.
Picadeiro Fest 2026
9 a 13 de setembro
Teatro São Luiz — Lisboa
Oito concertos | Entrada livre