Assinalaram que, segundo relatos, 57 bahá'ís se encontram atualmente detidos ou presos e que alguns terão sido forçados, sob tortura, a prestar falsas confissões que foram posteriormente transmitidas pelos meios de comunicação estatais.
Entre os casos destacados nominalmente encontram-se Peyvand Naimi e Borna Naimi, que, segundo os peritos, «sofreram graves abusos físicos e psicológicos, incluindo simulações de execução para obter confissões falsas». Os Relatores Especiais e peritos da ONU chamaram também a atenção para a detenção de outros bahá’ís, incluindo Payam Vali, Roya Sabet, Artin Ghazanfari e Shakila Ghasemi.
A declaração descreveu o tratamento dos bahá’ís como parte de um padrão mais amplo de «repressão crescente» e estigmatização, ocorrendo a par de uma onda mais vasta de detenções em todo o Irão desde o recente surto de conflito, agravando os riscos enfrentados pelas minorias religiosas. «A perseguição de comunidades de minorias religiosas através de alegadas detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados e coação constitui uma violação flagrante do direito à liberdade de religião ou de crença», afirmaram.
Os peritos salientaram ainda que o Irão, na qualidade de Estado Parte no Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, está legalmente obrigado a defender a liberdade de religião ou de crença, a proibir a tortura e o desaparecimento forçado, a garantir o devido processo legal e a proteger os direitos das minorias. Apelaram às autoridades iranianas para que garantam o acesso imediato a assistência jurídica e cuidados médicos às pessoas detidas e para que conduzam investigações independentes sobre todas as alegações de tortura, desaparecimento forçado e maus-tratos. Os peritos afirmaram:
«São necessárias medidas urgentes para evitar danos irreparáveis»,
Os Relatores Especiais e peritos da ONU que emitiram a declaração
Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários
Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária