"O que se exige agora ao Governo é que cumpra a Lei do Orçamento do Estado para 2026, concretize os procedimentos necessários, assegure financiamento, calendário e execução das obras, e respeite a determinação de que o IP3 se mantenha sem qualquer tipo de portagens".
Estas direções regionais comunistas recusaram que uma obra pública essencial seja transformada "num negócio de alguns à custa das populações e das empresas".
"O IP3 é uma via estruturante, sucessivamente adiada durante décadas e sem alternativas viáveis. A requalificação e duplicação do IP3 não são uma concessão às populações: são uma responsabilidade do Estado, uma exigência de segurança rodoviária e uma condição necessária ao desenvolvimento económico e social da região".
Por outro lado, "também não faz sentido invocar a coesão territorial e, ao mesmo tempo, admitir uma solução que acrescentaria custos permanentes às deslocações de trabalhadores, às famílias, aos pequenos e médios empresários e ao transporte de mercadorias entre o litoral e o interior".
Para o PCP, a coesão territorial exige investimento público e acessibilidades seguras e gratuitas, e não a transferência do custo desse investimento para quem é obrigado a utilizar diariamente a via.
O IP3 - Itinerário Principal n.º 3é um Itinerário Principal de Portugal. Liga a fronteira de Vila Verde da Raia à cidade portuária da Figueira da Foz servindo os distritos de Vila Real, Viseu e Coimbra. Possui uma extensão de 279 km