Entreguem o ouro venezuelano à Venezuela!

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma carta a Carlos III, a solicitar a libertação do ouro "retido" no Banco de Inglaterra, para  utilizar esses recursos na resposta aos recentes sismos. 

Como já o dissemos por n vezes citamos Delcy Rodríguez, "Esse ouro é do nosso povo e deve servir para enfrentar as consequências terríveis e trágicas deste duplo sismo", afirmou numa transmissão da televisão estatal VTV.

O que deveria no minimo envergonhar a casta dominante do Reino Unido

Rodríguez exigiu o fim das sanções contra a Venezuela e do bloqueio de recursos que, disse, são necessários para o processo de reconstrução e de "recuperação integral no emprego, no trabalho e na educação".

A dirigente teve na terça‑feira, 07.07,  uma conversa com a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, sobre a libertação de "recursos bloqueados da Venezuela" naquela instituição.

"A Venezuela tem recursos para se recuperar e para se levantar", acrescentou.

Apesar do recente alívio de algumas sanções por parte dos Estados Unidos, persistem restrições estruturais e continuam congelados ou sob controlo de fundos e bens do Estado venezuelano no exterior, como reservas de ouro avaliadas em cerca de 2.000 milhões de dólares depositadas no Banco de Inglaterra ou ativos da Citgo, filial da petrolífera Pdvsa nos EUA.

O chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, declarou esta quarta‑feira à EFE que as sanções à Venezuela devem ser flexibilizadas para não afetarem a chegada de ajuda e os planos de recuperação após o duplo sismo.

E de novo olhinhos fechados às razoes da crise - nao o terramoto mas sim as sançoes!

Na devastada região de La Guaira, adjacente a Caracas, Fletcher considerou que os sismos vão provocar uma "situação económica muito difícil", que retirará "vários pontos ao PIB" nacional.

O número de mortos pelos sismos ocorridos há duas semanas na Venezuela subiu esta quarta-feira para 3.811, enquanto o de feridos se manteve em 16.740, segundo o último balanço oficial.

O balanço mais recente do Ministério dos Negócios Estrangeiros português indicou que 100 portugueses e lusodescendentes morreram, registando-se ainda 59 cidadãos desaparecidos ou incontactáveis.