“Na verdade o  ministro da Educação já chumbou na época normal, que estava agendada para o dia 14, já só lhe resta a época de recurso, que será no dia 17, mas esse dia é um dia de avaliação não apenas para o ministro, mas também para o primeiro-ministro", disse  aos jornalistas o dirigente do PS André Moz Caldas, em Lisboa.

Afirmou-se ainda "um pouco preocupado" com a ausência e o silêncio de Montenegro.

Este  membro do Secretariado Nacional do PS foi questionado sobre as declarações à SIC do primeiro-ministro, na noite de quinta-feira no festival NOS Alive sobre esta situação, começando por referir que não tinha tido a oportunidade de as ver.

"Não deixa de ser impressionante que a comunicação social agora só encontra o primeiro-ministro em 'flash interview' de jogos de futebol e em festivais", começou por criticar.

No entanto, para André Moz Caldas "o problema é muito profundo" e possivelmente “está relacionado com o desmantelamento das estruturas do Ministério da Educação que o ministro Fernando Alexandre empreendeu".

"E se não há riscos colocados também no concurso nacional de acesso ao ensino superior e a abertura do ano letivo", disse ainda.

Sobre os números avançados na véspera pelo Governo de que 75% dos exames já estão corrigidos, o dirigente socialista lembrou  que "cada ponto percentual de provas de exame nacional por corrigir são três mil provas".

"Portanto, com os números de ontem [quinta-feira], não podemos estar tranquilos de maneira nenhuma", referiu.