A operação coloca à venda um vasto portfólio de créditos, imóveis e participações societárias (incluindo a Promovalor e a Inland) ligados ao ex-presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, visando recuperar mais de 400 milhões de euros em dívidas.
Os investidores já estarão a ser sondados e terão de apresentar propostas vinculativas até outubro, sendo que a consultora aponta a conclusão do processo ainda para este ano.
O jornal lembra que o banco tem tentado recuperar, por várias vias, dívidas que ascendem a mais de 400 milhões de euros que o grupo de Vieira acumulou desde os tempos do BES e chegaram a atingir os 466 milhões de euros em 2015.
Ha 4 anos o Novo Banco avançou para a execução 7,6 milhões de euros do presidente da Promovalor e ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, visando também a empresa imobiliária, a mulher e o seu sócio, segundo o Citius.
A ação de execução do Novo Banco visava executar a Promovalor, Luís Filipe Vieira, a sua mulher, Vanda Ribeiro Vieira, e o sócio Manuel Almerindo Duarte.
O valor da ação de 7.562.267,18 euros, deu entrada no Juízo de Execução de Lisboa no sábado, segundo o portal jurídico Citius.
Na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução, o presidente executivo da instituição financeira, António Ramalho, tinha dito no dia 19 de maio que o aval pessoal de Luís Filipe Vieira valia "mais não executado do que executado".
O gestor tinha sido questionado pela deputada do BE Mariana Mortágua sobre se o Novo Banco avaliou o património pessoal de Luís Filipe Vieira, já que há um aval pessoal aos créditos da Promovalor, tendo dito Ramalho que "foi avaliado o património pessoal" por duas vezes.
António Ramalho disse que na primeira avaliação foi detetado "um imóvel que serviu de tom jocoso no jornal" e que na segunda vez "foi encontrada uma moradia que não estava na primeira" avaliação.
O presidente executivo do Novo Banco considerou que a reestruturação da dívida da Promovalor, de Luís Filipe Vieira, pela passagem da dívida para um fundo de investimento, "foi a "solução possível".
Em 30 de agosto, o Banco de Portugal disse à Lusa que o Novo Banco deveria prolongar a maturidade da dívida de empresas de Luís Filipe Vieira, depois de ter obtido 'luz verde' do Fundo de Resolução.