Mais de 135 milhões de pessoas enfrentam temperaturas acima dos 35 ºC em países como França, Itália, Espanha e Reino Unido. Em algumas regiões francesas os termómetros chegam aos 42 ºC, enquanto o Reino Unido voltou a bater o recorde anual de temperatura. 

Só este ano, o calor extremo matou mais de 25 mil pessoas no Continente Europeu. 

Os incêndios consumiram mais de meio milhão de hectares, obrigaram à evacuação de centenas de milhares de pessoas e continuam a devastar países como Grécia, Espanha, Itália e Albânia.  Na costa da Croácia, as chamas fizeram 19 feridos e obrigaram à retirada de centenas de moradores e turistas. 

A seca que atinge grande parte da Europa fez descer o caudal do Danúbio, revelando desde navios afundados na Segunda Guerra Mundial até ossos de um mamute, e já começa a pôr em causa o abastecimento de água e energia. 

Os oceanos têm batido recordes de temperatura e estão a perder oxigénio a um ritmo alarmante, com consequências que, segundo cientistas, irão empurrar o planeta para um "espaço inseguro". 

Em Portugal, quatro distritos estão sob aviso amarelo devido ao calor.

Cerca de 60 concelhos encontram-se em risco máximo de incêndio e o verão já provocou 680 mortes em excesso associadas às temperaturas extremas

Especialistas alertam ainda para as "hecatombes ecológicas" deixadas pelos grandes incêndios no país: perdas irreversíveis de biodiversidade, solos degradados e ecossistemas cada vez mais frágeis.