Mas há que atender antes do  mais à luta interpotencias da epoca  do seu nascimento pois a  influência transcontinental na guerra pela Independência dos EUA é particularmente significativa!

Entendamos que as colonias norte-americanas eram uma peça importante no tabuleiro geopolítico da época ainda num  plano do Atlantico demasiado centro europeu.

A chamada Guerra dos Sete Anos, que opôs a Inglaterra  a Prússia à aliança formada pela  França, Áustria e Rússia, deixou Paris enfraquecida e redefiniu o equilíbrio de poder global.

Encerrado pelo Tratado de Paris, o conflito obrigou a França a ceder uma série de territórios ao Império como o Canadá

Mas um ambiente independentista republicano que se opunha a uma monarquia deixava a absolutista monarquia francesa, bem desconfortável.

Por isso o rei Luís XVI não podia endossar oficialmente o seu apoio e em vez  de firmar uma aliança formal, a corte de Versalhes optou pela discrição. A 2 de maio de 1776, o rei Luís XVI autorizou o conde Charles Gravier de Vergennes, então chefe da diplomacia francesa, e o marquês de Lafayette a apoiar militarmente os revoltosos

O apoio do governo francês foi o fator externo mais determinante para a vitória dos colonos americanos.

A França enviou armamentos, uniformes, munições, dinheiro e, decisivamente, tropas terrestres e uma esquadra naval.

O envio do Exército do Conde de Rochambeau e a Marinha de François Joseph Paul de Grasse foram fundamentais para garantir a rendição britânica na Batalha de Yorktown, em 1781.

O Papel dos Voluntários (Lafayette)

Oficiais e voluntários franceses, com destaque para o Marquês de Lafayette, lutaram ao lado das tropas do General George Washington.

Lafayette tornou-se um herói nos Estados Unidos e usou sua grande influência para pressionar a Coroa Francesa a enviar reforços massivos para a América.

A Aliança Ideológica (Iluminismo)

Apesar da divergência de sistemas políticos, franceses e americanos compartilhavam o mesmo DNA intelectual: o Iluminismo.

Os líderes revolucionários americanos, como Thomas Jefferson e Benjamin Franklin, foram fortemente influenciados pelos filósofos franceses (como Montesquieu e Rousseau), enquanto os pensadores franceses viam a República americana como um modelo prático das suas teorias de liberdade e contrato social

Mais de dois séculos após sua morte, o nome de Marie-Joseph Paul Yves Roch Gilbert du Motier, o marquês de Lafayette, continua associado sobretudo ao nascimento da amizade entre a França e os Estados Unidos, uma relação que atravessou guerras, alianças e períodos de tensão.

Lafayette durante a Revolução Francesa, assumiu o comando da Guarda Nacional e tornou-se uma das personalidades mais conhecidas do período mas em 1792, diante da radicalização política e de sua oposição aos jacobinos, deixou a França o que nso o impediu de ser preso no exterior por ser considerado próximo demais da Revolução Francesa, tendo passado cinco anos encarcerado.

De volta à França em 1799, encontrou em Napoleão Bonaparte um adversário declarado.

Durante a Restauração, retomou a carreira política como deputado e progressista o seu último momento de destaque ocorreu na Revolução de Julho de 1830, quando voltou ao comando da Guarda Nacional e contribuiu para a ascensão de Luís Filipe I ao trono.

Nos Estados Unidos, Lafayette construiu uma imagem quase mítica.

Filho de um militar morto na Guerra dos Sete Anos, decidiu ainda muito jovem decidiu apoiar a causa dos colonos estadunidenses  e em 1777, aos 19 anos, foi ferido na batalha de Brandywine, um dos episódios mais importantes da Guerra da Independência Americana. 

A sua coragem chamou a atenção de George Washington, que passou a tratá-lo como um seu filho adotivo.

A relação entre os dois ajudou a consolidar uma amizade duradoura entre os povos francês e americano.

Ao retornar à França, Lafayette utilizou sua influência para convencer o governo francês a ampliar o apoio à independência das colonias americanas.

Em 1780, embarcou novamente para a América a bordo da fragata Hermione, levando a notícia da chegada das tropas comandadas pelo general Rochambeau.

A vitória sobre os britânicos transformou Lafayette em uma celebridade internacional. Tornou-se marechal de campo na França e recebeu cidadania honorária de várias cidades americanas. Sua popularidade atravessou gerações e lhe rendeu o apelido de “herói de dois mundos”, em referência ao papel desempenhado nos dois lados do Atlântico.

Lafayette também foi um dos primeiros defensores da abolição da escravidão entre as elites francesas.

Amigo do filósofo Condorcet, pressionou George Washington a apoiar o fim da escravidão nos Estados Unidos, embora sem sucesso e manteve contato com Benjamin Franklin, que o informava sobre os avanços do movimento abolicionista na Pensilvânia.

Na Guiana Francesa, onde administrava duas plantações desde 1785, tentou colocar em prática um projeto de emancipação gradual dos escravizados.

O castigo corporal era proibido, e os trabalhadores recebiam salários e instrução.

A Revolução Francesa e os anos de exílio impediram que a experiência fosse levada adiante, mas ela evidencia o compromisso de Lafayette com a causa abolicionista em uma época em que a escravidão continuava sendo um dos pilares da economia colonial.

A coerencia de Lafayette era apontada pelo rei Carlos X, último rei Bourbon a governar a França, tinha  uma frase que se tornou célebre: “Há apenas dois homens que não mudaram de opinião desde 1789: Lafayette e eu”.

Embora estivessem em campos opostos, o monarca reconhecia a fidelidade do general a seus princípios.

Monarquista constitucional e parlamentarista, ele defendia uma forma de governo que aproximava a França dos ideais democráticos modernos.

Regressando à Independência dos EUA diz-se que, dos 56 signatários da Declaração de Independência dos EUA, pelo menos de 9 a 24 eram maçons.

Quanto aos 39 signatários da Constituição, cerca de um terço (13 deles) pertenciam à Maçonaria.

Enfim a Maçonaria foi a organização que organizou e fez a Luta pela Independência nos EUA !

Entre as figuras mais destacadas estão George Washington e Benjamin Franklin.

A influência maçonica e os seus ideais de liberdade, igualdade fraternidade e um governo representativo moldaram fortemente a filosofia política do novo país.

No entanto nem todos os Pais Fundadores dos Estados Unidos da América seriam  maçons,

No seu livro, “Revolutionary Brotherhood: Freemasonry and the Transformation of the American Social Order, 1730-1840”, Steven C. Bullock observa a importância das idéias maçonicas na formação do governo dos EUA.

A República Americana era, acima de tudo, uma ideia – uma aspiração de que, se tivesse a chance, uma população livre poderia se governar sem cair no caos e na anarquia de um lado, ou no despotismo do outro.

A Maçonaria, diz Bullock, foi a inspiração para a tentativa extraordinária e bem-sucedida de transformar uma colônia monárquica de uma pátria distante em uma república autonoma.

A primeira grande loja americana foi fundada em 1733, de modo que a fraternidade estava firmemente estabelecida nos Estados Unidos quando a Constituição foi escrita em 1787. Dois desses maçons eram tão proeminentes que realmente encapsulavam o espírito da Revolução Americana e a criação da República Americana: George Washington e Benjamin Franklin.

Talvez de todos os delegados, esses homens representassem supremamente os valores que inspiraram a própria Revolução – a capacidade de uma sociedade política se governar.

De acordo com Bullock, o papel dos maçons na criação da Constituição não é surpresa.

As características políticas que impulsionaram as colonias para a revolução e a liberdade foram forjadas  nas lojas maçônicas nos anos que antecederam a Revolução Americana.

As lojas maçonicas alias aperfeiçoaram as habilidades de autogoverno e se comprometeram com os princípios que se mostrariam indispensáveis numa república. Entre elas estavam as promessas de respeitar a igualdade de todos os membros; garantir que todos os membros pudessem apresentar seus pontos de vista sem interrupção; tratar todos os membros de forma justa e com os padrões do devido processo; e praticar rotação de lideranças e governo representativo.

Esses valores eram exatamente os necessários para uma sociedade autogovernada para evitar cair na anarquia ou no despotismo.

A pedra angular da influência maçônica era o ideal de igualdade, independentemente de nascimento ou riqueza. Bullock escreve:

Assim como ilumina as zonas de participação e liberdade que constituem a liberdade, a Maçonaria também revela mudanças cruciais no ideal de igualdade. O primeiro século da Maçonaria [1717-1817] abrange o período em que a igualdade se tornou um valor nacional central e explícito. A fraternidade serviu como ponto focal para essa transformação de uma sociedade hierárquica de superiores e inferiores para uma sociedade republicana de cidadãos independentes.

A Maçonaria serviu como uma fonte, uma mão guia ao longo do caminho.

Que os EUA sejam a nação republicana autonomas mais antiga do mundo passa sem duvida  pelo  compromisso de nossos Pais Fundadores com os princípios promovidos nas lojas maçonicas antes do nascimento de nossa nação.

A liderança dos maçons nos anos de formação do nosso país foi crucial para a enunciação desses princípios na própria Constituição.

A influência dos pelo menos nove Pais Fundadores Maçonicos foi profunda, estendendo-se muito além da proporção de seus números.

Consideramos essas verdades auto-evidentes, que todos os homens são criados iguais, que são dotados por seu Criador de certos Direitos inalienáveis, que entre estes estão a Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade. - Que para assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados...

Na história estadunidense, há alguns nomes que se destacam pelo seu contributo e que foram Maçons:

  • John Adams – (Favorável à Maçonaria, embora nunca tenha aderido)
  • Samuel Adams – (Tinha relações priveligiadas com Hancock, Revere e outros Maçons)
  • Ethan Allen – Maçon
  • Edmund Burke – Maçon
  • John Claypoole – Maçon
  • William Daws – Maçon
  • Benjamin Franklin – Maçon
  • John Hancock – Maçon
  • Thomas Jefferson – (Deista, mas com algumas provas de ligações à Maçonaria)
  • John Paul Jones – Maçon
  • Robert Livingston – Maçon
  • James Madison – (Algumas dados apontam para que tenha sido Maçon)
  • Paul Revere – Maçon
  • Coronel Benjamin Tupper – Maçon
  • George Washington – Maçon
  • Daniel Webster – (Algumas dados apontam para que tenha sido Maçon)

SIGNATÁRIOS DA DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA:

  • Reconhecidos garantidamente como Maçons (8): Benjamin Franklin, John Hancock, Joseph Hewes, William Hooper, Robert Treat Payne, Richard Stockton, George Walton, William Whipple.
  • Com ligações à Maçonaria ou tidos como Maçons (7): Elbridge Gerry, Lyman Hall, Thomas Jefferson, Thomas Nelson Jr., John Penn, George Read, Roger Sherman

É verdade que estes membros representam unicamente 27% dos signatários, mas incluídos nestes 27%, estão os principais “motores” da revolução, das quais se destacam Benjamin Franklin e Thomas Jefferson, os ideólogos da Declaração de Independência.

SIGNATÁRIOS DA CONSTITUIÇÃO:

  • Reconhecidos como Maçons (9): Gunning Bedford, Jr., John Blair, David Brearly, Jacob Broom, Daniel Carrol, John Dickinson, Benjamin Franklin, Rufus King, George Washington.
  • Com ligações à Maçonaria ou tidos como Maçons (13): Abraham Baldwin, William Blount, Elbridge Gerry, Nicholas Gilman, Alexander Hamilton, Thomas Jefferson, John Lansing, Jr., James Madison, George Mason, George Read, Robert Morris, Roger Sherman, George Wythe
  • Tornaram-se Maçons posteriormente(6): William Richardson Davie, Jr., Jonathan Dayton, Dr. James McHenry, John Francis Mercer, William Patterson, Daniel of St. Thomas Jenifer

INFLUÊNCIAS MAÇÓNICAS NA HISTÓRIA ESTADUNIDENSE :

  • Lafayette, o oficial Francês de ligação com as colónias, cuja ajuda foi fundamental para o ganhar da guerra, era Maçon.
  • A maioria dos Comandantes da Armada Continental eram Maçons e membros de “Lojas da Armada”.
  • A maioria dos generais ao serviço de George Washigton eram Maçons.
  • A famosa “Boston Tea Party” foi planeada na taberna “Green Dragon”, que também era conhecida como “Freemasons’ Arms” e como “o quartel-general da Revolução”.
  • George Washington (Maçon) foi ajuramentado como primeiro Presidente dos Estados Unidos da América, por Robert Livingston, Grão Mestre da Loja Maçónica de Nova York. A Bíblia que foi utilizada era a da sua Loja Maçónica.
  • A Pedra Angular do edifício do Capitólio foi colocada pela Grande Loja de Maryland.

Esta percepção da Liberdade Maçónica entra claro pelo campo da defesa da Igualdade na Diversidade Etnica

Assim estima-se que pelo menos 5.000 soldados negros lutaram pela independência dos EUA.

Entre os cidadaos  mais destacadas estão Crispus Attucks (o primeiro mártir da Revolução) e Salem Poor (herói condecorado por bravura na Batalha de Bunker Hill), além de milhares de anonimos que integraram regimentos mistos.

Abaixo estão os nomes e participações mais relevantes desse período:

  • Crispus Attucks: Um homem negro (de ascendência africana e nativo-americana) que foi a primeira pessoa a morrer no Massacre de Boston em 1770, um evento que impulsionou o início da Revolução Americana.
  • Salem Poor: Um homem negro liberto que comprou a sua liberdade e alistou-se no Exército Continental. Destacou-se como um herói de combate na Batalha de Bunker Hill (1775), onde a sua bravura impressionou vários oficiais, que chegaram a redigir uma petição para que o Congresso o reconhecesse.
  • Peter Salem: Um escravo alistado que lutou em Lexington, Concord e Bunker Hill. Ele é amplamente creditado por abater o major britânico John Pitcairn durante o conflito de Bunker Hill.
  • Regimentos de Rhode Island: O Primeiro Regimento de Rhode Island tornou-se famoso por ser uma das primeiras unidades a integrar e recrutar soldados afro-americanos em grande escala. Eles tiveram um papel crucial na Batalha de Rhode Island em 1778.

As  Comunidades Indias ou Indigenas dividiram-se e por isso a Confederação Iroquesa (Iroquois) como os Mohawk, sob a liderança do influente guerreiro e chefe Joseph Brant (Thayendanegea), combateram ativamente contra os rebeldes americanos e outras tribos:Creeks, Seminoles, Cherokees e Sioux aliaram-se à Coroa Britânica, participando em campanhas nos territórios do sul e nas fronteiras

Do lado dos Independentistas estiveram

  • Nação Oneida: Foram os principais aliados indígenas dos colonos rebeldes. Eles forneceram combatentes e batedores cruciais para o Exército Continental de George Washington, especialmente nas batalhas em Nova York e na Pensilvânia.
  • Tuscarora: Apoiou a causa dos colonos americanos, ao lado dos Oneida.

Joseph Louis Cook (Atiatoharongwen): Chefe Mohawk e um dos primeiros a aliar-se aos colonos.

Tornou-se um tenente-coronel altamente condecorado do Exército Continental de George Washington.

Cornplanter (Gyantwaia): Um chefe de guerra da tribo Seneca. Lutou inicialmente ao lado dos britânicos, mas, após pesadas derrotas, negociou a paz e acabou por se aliar aos estadunidenses nos anos pós-guerra.

 

 

 

O papel da Mulher na luta pela Independência mostra-se  em cidadas como Mercy Otis Warren Phillis Wheatley que contribuíram para influenciar a opinião pública contra o domínio britânico, enquanto centenas de mulheres acompanharam o Exército Continental, executando tarefas essenciais como lavar, cuidar e cozinhar; algumas delas - como Margaret Corbin, Mary Ludwig Hays e Deborah Sampson - até pegaram em armas e enfrentaram os soldados inimigos.

 

 

A participação de pessoas que hoje seriam identificadas como LGBT na Guerra da Independência acabou por ser bem importante bastando relatar  o papel do Barão von Steuben, um oficial prussiano gay que treinou o exército de George Washington em Valley Forge, criando a estrutura militar americana.

O Barão Friedrich Wilhelm von Steuben, um militar prussiano, chegou aos Estados Unidos em 1777 em fuga da Europa por der  homossexual

Benjamin Franklin recomendou os seus serviços a George Washington e Steuben transformou o Exército Continental — formado por civis inexperientes numa força de combate disciplinada.

Escreveu o primeiro manual de treino do exército dos EUA e atuou como Chefe de Estado-Maior de Washington.

Vivia abertamente com outros homens e adotou legalmente os seus companheiros, uma prática comum na época para garantir direitos de herança e proteção jurídica.

 

Anomalias estadunidenses

 

O principal autor da Declaração de Independência dos EUA, onde se defende que "todos os homens são criados de forma igual", foi proprietário de 600 escravos e teve filhos com uma escrava. A Fundação Thomas Jefferson vem agora propor um debate sobre essas contradições.

Tudo começou em 1802, nas páginas do jornal Recorder, quando um jornalista chamado James Callender, conhecido por lançar ataques venenosos contra inimigos políticos de Thomas Jefferson, se virou contra o seu antigo aliado, depois de lhe ter sido negado o posto de responsável dos correios na Virginia.

Callender acusou Jefferson de hipocrisia ao esconder uma relação com uma das suas escravas: "Ela chama-se Sally. O filho mais velho dela chama-se Tom. Dizem que as feições dele têm parecenças impressionantes com as do Presidente, embora mais escuras", escreveu Callender.

O tema foi muito falado na época, mas o Presidente Jefferson, no cargo há dois anos, não fez qualquer comentário público e tudo acabou por ser varrido para os rodapés de conversas em surdina, até se diluir na passagem das décadas e dos séculos.

Depois de analisar o ADN de descendentes masculinos dos Jefferson e dos Hamings, uma equipa de investigadores concluiu que "a explicação mais simples e mais provável" é que Thomas Jefferson foi o pai de Eston Hemings, o filho mais novo de Sally Hamings, nascido em Maio de 1808.

 

O genocídio dos povos indígenas nos Estados Unidos consistiu na eliminação sistemática de milhões de nativos americanos através de guerras, massacres, remoções forçadas, fome provocada e epidemias trazidas pelos colonizadores. Esta destruição demográfica e cultural foi impulsionada pela expansão territorial e justificada por ideologias de superioridade.

Raízes  do Genocídio

  • Doenças e Epidemias: Patógenos europeus dizimaram populações inteiras que nao tinham resistência imunológica.
  • Massacres Militares: Campanhas do exército alvejaram deliberadamente aldeias com civis indigenas .
  • Remoção Forçada: Expulsão de terras ancestrais para confinamento em reservas áridas.
  • Fome Planejada: Destruição sistemática de bisontes para cortar a subsistência nativa.
  • Ecocídio Cultural: Assimilação forçada com o apagamento de línguas e tradições.

 

Principais Eventos Históricos

 

┌────────────────────────────────────────────────────────┐

│ 1830: Lei de Remoção Indígena (Início das expulsões)  

└───────────────────────────┬────────────────────────────┘

                           

┌────────────────────────────────────────────────────────┐

│ 1838: A Trilha das Lágrimas (Morte de milhares)       

└───────────────────────────┬────────────────────────────┘

                           

┌────────────────────────────────────────────────────────┐

│ 1864: Massacre de Sand Creek (Ataque a civis)         

└───────────────────────────┬────────────────────────────┘

                           

┌────────────────────────────────────────────────────────┐

│ 1890: Massacre de Wounded Knee (Fim das Guerras)      

└────────────────────────────────────────────────────────

 

A Trilha das Lágrimas (1838-1839)

Sob o mandato do presidente Andrew Jackson, a Lei de Remoção Indígena forçou a saída de tribos como os Cherokee, Choctaw e Seminole do sudeste para o atual Oklahoma. Caminhando milhares de quilómetros sem abrigo ou comida, mais de 4.000 nativos morreram de fome, frio e doenças durante o trajeto.

 

Massacre de Sand Creek (1864)

A cavalaria de Colorado atacou uma aldeia pacífica de Cheyenne e Arapaho. O ataque resultou na morte e mutilação de cerca de 150 a 200 indígenas, a maioria mulheres, crianças e idosos.

 

Massacre de Bear River (1863)

O exército dos EUA atacou um acampamento da tribo Shoshone, matando entre 250 e 400 nativos. É considerado um dos episódios mais sangrentos e menos divulgados da história americana.

 

Massacre de Wounded Knee (1890)

O exército fuzilou mais de 150 a 300 homens, mulheres e crianças Lakota (Sioux) no Dakota do Sul. O episódio marcou o fim violento da resistência armada indígena nas Grandes Planícies.

 

O Destino Manifesto

A expansão para o Oeste foi alimentada pela doutrina do Destino Manifesto, a crença de que os colonizadores anglo-saxões eram divinamente destinados a dominar o continente. Esta visão tratava os povos originários como "selvagens" que barravam o progresso económico e a civilização.

 

Genocídio Cultural: "Mate o Índio, Salve o Homem"

A partir do final do século XIX, o governo implementou uma política agressiva de assimilação através de internatos obrigatórios (Boarding Schools). As crianças eram retiradas à força das suas famílias, proibidas de falar os seus idiomas e de praticar a sua cultura, sofrendo abusos sistemáticos. O lema oficial sintetizava o apagamento planeado da identidade nativa.

  • Alguns estudiosos apontam que cerca de 4,7 milhões a 12 milhões de indígenas morreram no atual território dos EUA desde 1492.
  • Massacres Diretos: O governo dos EUA autorizou mais de 1.500 ataques e incursões contra nativos. Apenas na Gold Rush (Corrida do Ouro) na Califórnia, estima-se que 100.000 indígenas tenham morrido nos primeiros anos, muitos em massacres promovidos por milícias.

Massacres mais documentados:

  • Trail of Tears (Trilha das Lágrimas): Entre 4.000 e 16.700 Cherokees e outros povos foram forçados a marchar sob a Indian Removal Act, morrendo de fome, frio e doenças.
  • Massacre de Wounded Knee (1890): Tropas dos EUA mataram cerca de 300 homens, mulheres e crianças Sioux.
  • Massacre de Bear River (1863): O exército dos EUA chacinou centenas de indígenas da tribo Shoshone.

A escravização, as remoções forçadas, a fome e o impacto de doenças trazidas pelos colonizadores compõem o quadro geral desta tragédia.

 

 

 

invasões e intervenções militares dos Estados Unidos abrangem séculos e diferentes motivações geopolíticas, desde a expansão territorial e a "política do Big Stick" nas Américas até o combate ao comunismo e o antiterrorismo no Médio Oriente. Conheça abaixo algumas das mais marcantes.

 

Algumas Invasões e Intervenções Globais Recentes

  • Afeganistão (2001-2021): Liderada após os ataques de 11 de setembro, a invasão visava derrubar o regime Talibã e eliminar a Al-Qaeda. As tropas americanas permaneceram no país por duas décadas, na mais longa guerra dos EUA.
  • Iraque (2003): A Operação Liberdade do Iraque, iniciada sob o governo de George W. Bush, derrubou o regime de Saddam Hussein sob a justificativa (mais tarde considerada infundada) de que o país possuía armas de destruição em massa.

 

Momentos Marcantes na América Latina

  • Panamá (1989): Sob a Operação Causa Justa, os Estados Unidos enviaram mais de 20 mil soldados para destituir o General Manuel Noriega do poder devido a acusações de narcotráfico.
  • Baía dos Porcos, Cuba (1961): Tentativa falhada de invasão militar organizada pela CIA com o objetivo de derrubar o governo de Fidel Castro.
  • República Dominicana (1916-1924) e Haiti (1915-1934):Intervenções longas no início do século XX que resultaram na ocupação militar destes países com o objetivo de reestruturar as suas economias e estabilizar a região.

 

Guerras por Hegemonia e Contenção

  • Guerra do Vietnã (1961-1973): Um dos conflitos mais sangrentos da Guerra Fria, onde tropas americanas intervieram em larga escala para impedir a expansão do comunismo vindo do Vietnã do Norte.
  • Guerra da Coreia (1950-1953): Lideraram uma coligação das Nações Unidas

 

E claro nada como recordar o rapto do PR venezuelano, dos ataques ao Irao etc!