Mas “apesar de o Recolhimento das Convertidas estar classificado como monumento de interesse público, ser um memorial único do barroco conventual, com mais de 300 anos, e se encontrar em risco, devido a uma série de agressões de que tem sido vítima, o Estado Português, representado pela ESTAMO, ainda não concretizou a permuta”.
“A entrada de chuva, nos dois últimos invernos, através de janelas abertas e vidros partidos, deverá ter causado danos severos a este monumento e à respetiva capela barroca, de excecional valor artístico e histórico”, lamenta, dizendo que se interroga sobre se será só “motivado por inércia o abandono a que sujeitaram este monumento de interesse público”.
E pergunta: “Uma vez que compete ao Estado garantir a salvaguarda de bens culturais, o que tem feito o Ministério da Cultura para agilizar a permuta e possibilitar ações urgentes que impeçam mais entrada de água? E o que tem feito a Câmara Municipal, junto do Ministério da Cultura e do Ministério das Finanças, de modo a que a permuta se concretize a tempo de salvar o monumento?”.
Acrntua a associação que “há anos que atua junto do Ministério da Cultura, do Ministério das Finanças e Tesouro e da ESTAMO, da Câmara Municipal e da CIM Cávado, para que atuem de acordo com as competências que lhes estão atribuídas pela Lei do Património, de modo a garantir a salvaguarda deste bem cultural bracarense, que é, efetivamente, património nacional”.
“Não nos resignamos”, conclui.