Estas posições foram assumidas por José Luís Carneiro após o discurso de António José Seguro no encerramento da cerimónia, quando  confrontado com o apelo  feito pelo PR à aproximação entre o executivo PSD/CDS e PS para a viabilização do Orçamento do Estado para 2027.

José Luís Carneiro elogiou  a intervenção do Presidente da República e procurou acentuar a ideia de que o PS defende a estabilidade política e, como tal, nunca permitiria que o país caísse numa crise política na atual conjuntura.

Sobre a viabilização da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027, declarou: "Temos garantias de que o Governo fará com o PS a revisão da Constituição."

"A Constituição defende valores que hoje estamos a assinalar, nomeadamente o direito à habitação, o direito à saúde, o direito ao trabalho digno, o direito a uma condição de vida digna. A Constituição é uma tradução concreta de opções de vida em comum e da nossa casa comum que faz com que a nossa comunidade nacional queira continuar a ser uma democracia qualificada, a responder a condições de vida dignas para as pessoas", realçou.

José Luís Carneiro mudou depois o tema e lançou um repto ao PSD, que, na semana passada, no Parlamento, anunciou um acordo com o Chega para a revisão da lei do arrendamento.

"Exijo ao Governo que deixar cair na Assembleia da República o acordo que fez com o Chega. Um acordo que lança particularmente os mais idosos e os mais jovens em condições de grave precariedade quanto às rendas e quanto à segurança de ter uma casa para realizar o seu projeto de vida futuro. Essa é uma exigência fundamental", salientou.

O líder socialista lembrou  que tem "propostas alternativas para garantir segurança aos proprietários e também segurança aos inquilinos".

"Assim o Governo queira aceitar as propostas que o PS apresentou na Assembleia da República", acrescentou, já depois de ter elogiado o discurso feito pelo Presidente da República na sessão solene comemorativa da implantação da República em Portugal, na Praça do Município, em Lisboa, na qual também esteve presente o primeiro-ministro, Luís Montenegro.