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O nosso chão anda mal — ou seremos nós que enlouquecemos os “deuses”?
Entre sismos, guerras e aquecimento global, os números não provam qualquer relação causal — mas o retrato conjunto de um planeta sob crescente pressão humana convida a uma reflexão incómoda: até onde pode ir a nossa violência contra a Terra e contra nós próprios?
Joffre Justino
Diretor / Jornalista
Atividade sísmica: o nosso chão anda mal mesmo (os “deuses” estão loucos! )
O Serviço Geológico dos EUA (USGS) noticia cerca de 20.000 sismos ano globalmente (55 por dia). Sendo estavel o número total de abalos de menor intensidade variam apenas o número de grandes eventos destrutivos registados em cada ano:
Atividade Sísmica Global
Média anual: Cerca de 20.000 abalos localizados por redes sísmicas mundiais.
Grandes sismos (Magnitude 7.0+): Ocorrem em média 16 por ano a nível global.
Variações: dizem os cientistas que o número total de tremores detetados não sobe por aumento de atividade da Terra, mas sim devido à melhoria contínua e expansão dos equipamentos de medição.
Sismos de Destaque por Ano
2020: Ano com atividade global abaixo da média em termos de grandes sismos (cerca de 9 sismos maiores) e sem abalos de magnitude 8.0 ou superior.
2023: Um ano sísmico muito marcado, ( 19 sismos) destacando-se o violento e devastador duplo sismo na Turquia e Síria (fevereiro) de magnitude 7.8, além de fortes abalos no Marrocos e Afeganistão.
2025: Ano altamente ativo que incluiu um forte sismo de magnitude 8.8 na Rússia (Kamchatka) — o maior desde 2021 — e cerca de 16 grandes sismos mundiais de magnitude igual ou superior a 7.0
2026 : 10 sismos ate julho
Pode ser um acaso mas na verdade dá para refletir o facto da baixa sismica no ano de forte paragem da atividade humanavia covid - 2020
Nao havera provavelmente nenhuma relaçao entre a atividade sismica e a violencia armada humana mas é interessante mostra-la aqui !
Conflitos Principais de 2020
Segunda Guerra do Nagorno-Karabakh: Conflito de 44 dias (setembro e novembro de 2020) entre o Azerbaijão (apoiado pela Turquia) e a Arménia pelo controlo da região disputada, terminando com vitória azeri e um cessar-fogo mediado pela Rússia.
Guerra do Tigré (Etiópia): Eclodiu em novembro de 2020 após tensões políticas entre o governo federal etíope e a Frente de Libertação do Povo do Tigray, resultando numa grave crise humanitária.
Guerra Civil na Síria: Conflito prolongado que continuou ativo em 2020, com fases de intensa violência no noroeste do país e o envolvimento de múltiplos atores internacionais.
Guerra Civil na Líbia: Intensificou-se no início de 2020 através de confrontos diretos entre o Governo de Acordo Nacional e o Exército Nacional Líbio, apoiados por potências estrangeiras, antes de um acordo de cessar-fogo em outubro.
Tensão EUA-Irã: Escalada militar no início de janeiro de 2020 após o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani por um ataque de drone norte-americano no Iraque.
Em 2023, o mundo registou um número recorde de 59 conflitos armados, comoa Guerra na Ucrânia, a nova escalada do Conflito Israel-Hamasem Gaza e a violenta Guerra Civil no Sudão, que geraram crises humanitárias globais severas.
Conflitos de Maior Impacto Global
Guerra Rússia-Ucrânia: Com intensos combates terrestres e elevados custos humanos e materiais, sem perspetiva de fim a curto prazo.
Guerra Israel-Hamas: Iniciada a 7 de outubro de 2023, provocou uma devastação profunda na Faixa de Gaza e um elevado número de baixas civis, além de tensões regionais com o Hezbollah no Líbano.
Guerra Civil no Sudão: Iniciada em abril de 2023 devido a lutas de poder entre o exército nacional e as Forças de Apoio Rápido (RSF), causando milhões de deslocados e uma grave crise de fome.
Outras Guerras Civis e Crises Armadas
Guerra Civil na Síria: O conflito a gerar zonas do país destruídas e uma crise humanitária duradoura.
Guerra Civil em Mianmar: Entre a junta militar no poder e grupos de resistência armada e minorias étnicas intensificaram-se.
Conflitos no Sahel: Grupos terroristasligados ao terrorismo islâmico afetaram gravemente países como o Burquina Faso, o Níger e o Mali.
Em 2025,viveu-seuma forte instabilidade, com a continuidade e escalada de conflitos armados de grande impacto. Os três principais e mais mortíferos conflitos que dominaram o cenário internacional envolveram a invasão russa na Ucrânia, a guerra no Médio Oriente (com as frentes em Gaza e o Líbano) e o violento conflito interno no Sudão.
Conflitos de Maior Destaque
Rússia e Ucrânia: Intensos combates territoriais, ataques a infraestruturas críticas e o envolvimento de novos aliados estratégicos, mantendo-se como o maior foco de tensão na Europa.
Israel, Hamas e Hezbollah: Israel na Faixa de Gaza com confrontos diretos e contínuos contra o Hezbollah no sul do Líbano e episódios de forte tensão regional envolvendo o Irão
Sudão: A guerra civil pelo controlo do país gerou uma das maiores crises humanitárias do mundo atual, com um número alarmante de deslocados e vítimas civis.
Outras Tensões e Frentes Ativas
Conflitos Regionais na África e Ásia: Instabilidade persistente no Sahel (incluindo Burkina Faso), confrontos de fronteira e tensões geopolíticas locais que elevaram o número de conflitos ativos a recordes na história recente.
Tensões Estratégicas: Manobras contínuas e pressão militar no Estreito de Taiwan pela China e focos de atrito fronteiriço noutras regiões asiáticas e globais.
Diriamos que a Mãe Natureza tem toda a razao para nao ter mais paciência para nos aturar!
Até porque a nossa incansável e sistemática atividade economica poluente gera um aumento da temperatura média mundial em 2020, 2023 e 2025 comuma subida acentuada face aos níveis pré-industriais (1850-1900), segundo dados do observatório europeu Copernicus Climate Change Service e da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Em 2020 o aquecimento foi de cerca de 1,2°C, em 2023 subiu para 1,48°C e em 2025 atingiu 1,44°C a 1,47°C acima da referência pré-industrial.
Dados por Ano (Anomalia face a 1850–1900)
2020: cerca de 1,2°C acima do período pré-industrial, empatado com outros anos quentes da década anterior, impulsionado por um ciclo longo de La Niña que amainou ligeiramente o ritmo.
2023: cerca de 1,48°C acima dos níveis pré-industriais (com uma média absoluta aproximada de 14,98°C), impulsionado pela transição rápida para um forte fenómeno El Niño.
2025: A temperatura média global fixou-se em 1,44°C a 1,47°C acima da era pré-industrial (temperatura absoluta de 14,97°C), classificando-se como o terceiro ano mais quente já registado (logo após 2024 e 2023).
Limite de Paris: O período de três anos entre 2023 e 2025 marcou a primeira vez na história em que a média móvel trienal ultrapassou o limiar crítico de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris.
Tendência: Os últimos anos confirmam uma aceleração contínua do aquecimento global, com a OMM a indicar que a última década concentrou os anos mais quentes de sempre.
Em 1980 podia-se brincar com ó desperdício empurrado para cima da Natureza… pode-se hoje!
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