É apenas incompetência, de certa maneira, na forma como os orçamentos são colocados e depois na sua execução. Conseguimos, depois de um desvio destes, ter alguma credibilidade face ao que nos foi apresentado para a conta de 2027? Eu tenho dúvidas, porque não sei exatamente onde é que, na verdade, a despesa pública vai parar. Nós temos um corte na saúde previsto para 2027, pela primeira vez desde 2011.Alguém acredita que depois de três anos de governo, em que se fez a despesa subir 30%, de repente temos os mecanismos para a fazer cair? Eu não sei se é desejável que ela caia. Eu sei que é insustentável que ela continue a subir da forma como tem estado a subir, principalmente porque não se vê qual é o benefício disso: temos menos consultas, não consigo entender.”
( Centeno dixit, tsf)
Se eu fosse primeiro ministro num momento de rotura entre os EUA e a UE, com uma crise petrolifera para a qual a UE finge estar desatenta, pagando a fatura, estaria bem atento ao que diz um ex ministro das finanças e ao que diz um ex lider partidario “da cor”!
Compete ao primeiro ministro escolher os aliados suficientes e potencalizadores de estabilidade a longo prazo.
Tal nao é o desejo deste governo e de Montenegro que prefere viver o dia-a-dia num equilibrio no cimo do estreito muro de instabilidade em instabilidade!
As Esquerdas em vez de se criticarem, mesmo que justamente, deveriam buscar os pontos de acordo, os pontos de dialogo e seguindo as Espanhas de Ssnchez e o Brasil de Lula estabelecer o acordo comum às Esquerdas que a Cidadania das Esquerdas anseia!
E lembrando as festarolas das direitas lusas…
“A condução da política orçamental do lado da despesa é um exercício de microgestão que eu acho que tem estado ausente nos últimos três anos. Eu posso dizer quer eu praticamente não saía do Ministério das Finanças e tenho visto muitos ministros em muitas receções e eu não esperava vê-los porque eu, no tempo em que fui ministro, não tinha tempo para aquelas receções. E isso é bom para a vida de um ministro poder espairecer, mas não foi o tempo que eu tive no Ministério das Finanças porque a microgestão que é o podermos compreender como é que a despesa é feita, qual a despesa que está a ser feita, como é que ela é financiada, é um exercício muito detalhado. E só o governo pode responder a essa pergunta. Nós temos um primeiro-ministro que se ufana de ter revisto dezanove carreiras, de ter aumentado tudo e todos, de termos, e os números dizem isso, muito mais funcionários públicos do que tínhamos em 2023, em 2019 e em 2014.
Eu confesso que se torna difícil de fora poder dar palpites sobre isto, porque um orçamento é um equilíbrio em 140 mil milhões de euros de despesa, cabe muita coisa, não cabe, é tudo. E o não caber tudo e o caber muita coisa é o trade-off que o governo tem que gerir.”
Pois!
Nao cabe é tudo mas lá cabe uma cedencia à Nato….
Na proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), a Defesa Nacional verá a sua despesa total fixada em 3.798,8 milhões de euros, registando um crescimento de 1,4% face à estimativa de 2026 (quando expurgado o efeito do Plano de Recuperação e Resiliência - PRR).
O grande destaque deste orçamento é que Portugal irá atingir os 2,15% do PIB em despesa militar em 2027, superando a meta de 2% acordada com a NATO.
( ainda nao aos 5%… vá lá!)
Os principais pilares e investimentos para o setor: