O general  na reserva é o  principal adversário do atual presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e Presidente da República, João Lourenço, no congresso de dezembro.

Higino Carneiro recorreu ao Tribunal Constitucional que negou o pedido de suspensão da decisão do partido e disse hoje que vai "esgotar todos os recursos" a que tem direito para levar a candidatura adiante.

Higino Carneiro em conferência de imprensa, reafirmou que não está a pensar em desistir.

"Um general não recua antes de chegar ao combate", afirmou, e poderá "levantar uma eventual impugnação do processo", com consequências para o IX congresso ordinário marcado para 09 e 10 de dezembro.

Higino Carneiro informou que foram submetidos ao Tribunal Constitucional três requerimentos de aclaração, falsidade e nulidade, no dia 15 deste mês.

O  tempo joga contra Higino Carneiro, mas a intenção é esgotar todos os recursos a que tem direito enquanto militante e membro da direção do partido.

"Também sou membro do Comité Central, tenho direito de assento direto ao congresso, por isso é que é prematuro estar a pensar que as coisas não vão correr conforme nós desejamos", referiu.

Segundo Higino Carneiro, o objetivo não é ir até às últimas consequências e diz que ainda acredita "no bom senso e no diálogo".

"E, sobretudo, que respeitemos ao máximo aquilo que nós próprios escrevemos quando aprovámos os nossos estatutos, que foram ao longo dos tempos alterados, renovados e aprovados consensualmente", frisou.

A  intenção não é prejudicar o MPLA, mas sim ajudar a aprofundar a democracia interna, "para o tornar mais forte e renovado, para enfrentar os desafios que se aproximam em 2027".

"Por isso, uma decisão justa de qualquer dos órgãos da cadeia recursória interna ou externa ajudará a evitar uma eventual impugnação do processo", afirmou.