Na sexta-feira, as duas partes pareciam estar perto de um acordo para reduzir as tarifas sobre aço, alumínio e automóveis, mas o acordo foi frustrado no último minuto. Ambos os lados se culparam mutuamente pelo fracasso.
Autoridades canadianas trabalharam arduamente e de boa fé, mas “as mudanças de última hora nos termos propostos pelos EUA foram injustas, antieconomicas e colocaram em dúvida a confiabilidade de qualquer acordo”, disse Carney em um comunicado.
Carney convocou os seus negociadores de volta, e prometeu igualar a postura firme de Washington.
Não há previsão de novas negociações.
Autoridades estadunidenses acusaram o Canadá de inviabilizar o acordo ao buscar concessões adicionais de última hora.
As tarifas estadunidenses afetarão cerca de US$ 20 biliões em produtos canadianos, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o fracasso representa uma “oportunidade perdida para o Canadá”.
As recriminações continuaram no sábado, 23.08, com Carney a acusar o clã Trump de usar a “integração economica como arma” e a afirmar que o seu país havia sido “atacado” pelas novas tarifas americanas.