As tarifas entraram em vigor sobre aproximadamente US$ 20 biliões (£ 14,6 biliões) em mercadorias – que variam de tacos de hóquei a abaixadores de língua – às 4h GMT. Especialistas em comércio disseram que as tarifas podem resultar em algumas perdas de empregos, mas o maior impacto esperado é político, aprofundando ainda mais a divisão entre os aliados tradicionais.

A disputa comercial representa a maior ruptura recente nas relações entre Washington e um de seus aliados e parceiros comerciais mais próximos, visto que a política externa belicosa de Donald Trump irritou autoridades em Ottawa.

Na sexta-feira, as duas partes pareciam estar perto de um acordo para reduzir as tarifas sobre aço, alumínio e automóveis, mas o acordo foi frustrado no último minuto. Ambos os lados se culparam mutuamente pelo fracasso.

Autoridades canadianas  trabalharam arduamente e de boa fé, mas “as mudanças de última hora nos termos propostos pelos EUA foram injustas, antieconomicas e colocaram em dúvida a confiabilidade de qualquer acordo”, disse Carney em um comunicado.

Carney convocou os  seus negociadores de volta, e prometeu igualar a postura firme de Washington.

Não há previsão de novas negociações.

Autoridades estadunidenses acusaram o Canadá de inviabilizar o acordo ao buscar concessões adicionais de última hora.

As tarifas estadunidenses afetarão cerca de US$ 20 biliões em produtos canadianos, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o fracasso representa uma “oportunidade perdida para o Canadá”.

As recriminações continuaram no sábado, 23.08, com Carney a acusar o clã Trump de usar a “integração economica como arma” e a afirmar que o seu país havia sido “atacado” pelas novas tarifas americanas.