O jantar ocorreu na casa de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e hoje sócio da gestora QMS, e deu-se com representantes de bancos, empresários e integrantes de conselhos de grandes empresas.
De acordo com os relatos, Flávio ainda não convenceu uma parcela relevante do empresariado de estsr preparado para governar o Brasil.
Participantes do encontro afirmaram que o senador demonstrou nervosismo e contou com a atuação de Daniela Marques, sua assessora para assuntos econômicos, para se sentir mais à vontade durante a conversa.
O anfitrião também teria atuado para tornar o ambiente mais receptivo.
O jantar foi uma tentativa de aproximação com um segmento no qual Flávio ainda tem pouca interlocução.
Parte desse grupo recebeu sua candidatura com desconfiança e frustração, especialmente porque esperava que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fosse o nome da direita na disputa presidencial.
Segundo a CNN, os presentes buscaram entender qual seria o projeto de país defendido por Flávio Bolsonaro e o visto foi que o senador não apresentou um plano claro o suficiente.
Ele é alguém sem uma proposta consistente para governar o Brasil, apesar de Flávio falar sobre temas que considera centrais, como a relação entre os Poderes, a violência e a corrupção.
Também afirmou estar preparado para exercer a Presidência da República e disse trabalhar, neste momento, para se tornar mais conhecido pela população.
Mas houve ausência de explicações mais concretas sobre como essas bandeiras seriam convertidas em um programa de governo.
O encontro também não teria esclarecido qual será a estratégia do senador para alcançar eleitores “independentes”, que não se identificam nem com o bolsonarismo nem com o PT e podem ser decisivos na eleição.