A mobilização é organizada pela plataforma cívica “Não Dá Mais para Viver Assim”, que reúne cerca de 40 organizações da sociedade civil.

Os protestos dividem-se pelas seguintes cidades e horários principais:

  • Lisboa: 17h00, no Largo do Intendente.
  • Porto: 17h00, na Praça de D. João I.
  • Braga: 17h00, no Coreto da Avenida Central.
  • Aveiro: 15h30, na Praça Doutor Joaquim de Melo Freitas.
  • Funchal: Concentrações planeadas localmente ao longo do dia.

Como  reivindicações existem  a imposição de tetos máximos para as rendas, limites aos aumentos das prestações bancárias no crédito à habitação, o reforço do parque de habitação pública e o fim de benefícios fiscais que promovam a especulação financeira.

A Plataforma “Não dá mais” organiza protestos por todo o país devido à crise na habitação

O movimento  “Não dá mais para viver assim”, está a preparar uma série de protestos para este sábado contra o aumento do custo de vida e a crise na habitação, que se agrava em Portugal.

As manifestações vão acontecer em cinco cidades.

“Vivemos a trabalhar e esgotamo-nos para fazer o salário esticar até ao final do mês, para enfrentar o aumento dos preços dos combustíveis, as despesas básicas e para não perder a casa”, dizem  os organizadores no Instagram.

O aumento do custo de vida e o crescente custo das rendas estão a tornar a vida dos portugueses incomportável. “É impossível viver num país onde a renda consome metade do salário e a outra metade é gasta em bens essenciais”, dizem.

O coletivo, composto por sindicatos, associações de igualdade de género, de defesa e de direito à habitação, de ação climática e de inclusão social, entre outras, critica a forma como o governo está a responder à crise na habitação e pede que haja “maior controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis” e exige “medidas que respondam à crise na habitação”, segunfo  noticia o CM.

O  parlamento aprovou, na generalidade, uma nova proposta de lei do arrendamento que, caso avance, vai permitir, entre outras coisas, o aumento das rendas sem limite legalmente estabelecido. O travão anterior era de 2% face ao valor da renda anterior.

A proposta prevê ainda a antecipação da resolução dos contratos de arrendamento por falta de pagamento de três para dois meses, e as cauções poderão deixar de ter limite.

O diploma passou sobretudo por causa da posição do Chega, o maior partido da oposição, que se absteve.

“Já não aguentamos mais o aumento dos combustíveis, das rendas das casas e dos preços nos supermercados; é altura de irmos para a rua”, diz um internauta no Instagram. “Temos de fazer como está a acontecer em França, com estudantes e professores na rua, e como aqui ao lado, em Espanha, com os acampamentos” por causa da crise da habitação.

Na quinta-feira, 08.10, milhares de pessoas manifestaram-se em Madrid e noutros pontos do país para afirmar a sua luta pelo direito a um lar.

O dia também foi de homenagem a Maricarmen Abascal, de 87 anos, que, duas semanas depois de ser despejada da casa onde vivia há mais de sete décadas, abalou o debate político e social sobre o acesso a uma habitação digna em Espanha.

A octogenária acabou por morrer no hospital quando apenas queria viver os últimos dias da sua vida no seu lar de mais de 70 anos.

Maricarmen tornou-se um símbolo das reivindicações contra os despejos e pelo acesso à habitação acessível.

Os protestos em Portugal têm início este sábado começando pela cidade do Funchal, na Madeira, às 11h00 (hora local). Seguem-se Aveiro (15h30), Porto, Braga e Lisboa (17h00).

 

 

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