O governo de Myanmar  apelou à ajuda da comunidade internacional, num apelo excecional, tendo em conta a dimensão dos danos humanos e materiais e o isolamento político da junta no poder.

Infelizmente os biliões gastos em armas na Ucrânia são inúteis nestes dois países e sabe-se somente que uma equipa de 37 socorristas chineses chegou este sábado a Myanmar, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua. Esta equipa, que partiu de Yunnan, está equipado com material de socorro de emergência, como detetores de vida, sistemas de alerta precoce de terramotos e drones, e espera-se que ajude no “trabalho de socorro e cuidados médicos”, acrescentou.

Mais dezasseis outros membros da Blue Sky Rescue (BSR), uma das principais organizações humanitárias não-governamentais da China, partiram para a Birmânia da cidade de Ruili, na província de Yunnan, transportando kits de primeiros socorros, geradores de energia e ferramentas de demolição em cinco veículos.

A UE entretanto anunciou na sexta-feira 28.03, uma ajuda de 2,5 milhões de euros a Myanmar, à volta  de  um milesimo do entregue à Ucrania em armas  e mobilizou o programa de observação por satélite para ajudar a socorrer as vítimas do terramoto.

Também na sexta-feira, várias organizações internacionais anunciaram a disponibilização de ajuda, incluindo a Organização das Nações Unidas, a Organização Mundial de Saúde, os Médicos Sem Fronteiras e os Estados Unidos.

O sismo ocorreu às 06:20 de sexta-feira (hora de Lisboa), a uma profundidade de 10 quilómetros com epicentro localizado a cerca de 17 km de Mandalay, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que mede a atividade sísmica em todo o mundo.

Mandalay é a segunda maior cidade de Myanmar, com 1,2 milhões de habitantes, e a 270 km a norte da capital, Naypyidaw.

O sismo também foi sentido em várias cidades do sul da província chinesa de Yunnan, embora até agora os danos registados tenham sido pouco significativos.