"O PSD faz o que lhe apetece e teima no acordo sobre das rendas com a cheganice!"

Montenegro considerou que a exigência que o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, fez sobre a revisão da lei das rendas "é uma posição política geral e não indexada à posição sobre o Orçamento do Estado" mostrando o como pouco lhe interessam acordos com o PS ! 

"Nem pode ser de outra maneira. Porque todos nós somos pessoas sérias e o contexto em que o Governo e o presidente do maior partido do Governo dialogaram com o secretário-geral do PS é conhecido, foi público, é transparente e não tem nenhuma ligação com outras iniciativas relativas que estão neste momento em apreciação na Assembleia da República", disse e entalando o PS.

Montenegro declarou  que a proposta do Governo "pretende ter uma justa conciliação entre a salvaguarda do acesso à habitação, a maior oferta do mercado para poder moderar o preço e, portanto, para favorecer essa oferta" e defendeu que "essa perspetiva, socialmente muito equilibrada, garante e salvaguarda as situações de maior vulnerabilidade" e salientou que a proposta do Governo "está aberta à participação e ao apoio de todos".

Montenegro salientou que, se o PS l se manifestar disponível para viabilizar essa lei, então terá de "colocar as suas questões em cima da mesa" e o PSDlogo verá "se elas são aceitáveis ou não".

"…um partido que se fecha não pode exigir aos demais que não tenham capacidade de diálogo. Isso não é sério do ponto de vista político e, portanto, eu vejo isso apenas como uma manifestação de uma posição política legítima sobre o mérito da proposta que está em apreciação na Assembleia da República", afirmou.

Já José Luís Carneiro exigiu ao Governo que deixe cair o acordo com o Chega na revisão da lei das rendas.

"Exijo ao Governo que deixar cair na Assembleia da República o acordo que fez com o Chega. Um acordo que lança particularmente os mais idosos e os mais jovens em condições de grave precariedade quanto às rendas e quanto à segurança de ter uma casa para realizar o seu projeto de vida futuro. Essa é uma exigência fundamental", salientou.

O líder socialista defendeu que tem "propostas alternativas para garantir segurança aos proprietários e também segurança aos inquilinos".

"Assim o Governo queira aceitar as propostas que o PS apresentou na Assembleia da República", acrescentou.

José Luís Carneiro elogiou a intervenção do Presidente da República e procurou acentuar a ideia de que o PS defende a estabilidade política e, como tal, nunca permitiria que o país caísse numa crise política na atual conjuntura.

Sobre a viabilização da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027, declarou: "Temos garantias de que o Governo fará com o PS a revisão da Constituição."

"A Constituição defende valores que hoje estamos a assinalar, nomeadamente o direito à habitação, o direito à saúde, o direito ao trabalho digno, o direito a uma condição de vida digna. A Constituição é uma tradução concreta de opções de vida em comum e da nossa casa comum que faz com que a nossa comunidade nacional queira continuar a ser uma democracia qualificada, a responder a condições de vida dignas para as pessoas", realçou.

José Luís Carneiro mudou depois o tema e lançou um repto ao PSD, que, na semana passada, no Parlamento, anunciou um acordo com o Chega para a revisão da lei do arrendamento.

"Exijo ao Governo que deixar cair na Assembleia da República o acordo que fez com o Chega. Um acordo que lança particularmente os mais idosos e os mais jovens em condições de grave precariedade quanto às rendas e quanto à segurança de ter uma casa para realizar o seu projeto de vida futuro. Essa é uma exigência fundamental", salientou.

O líder socialista defendeu que tem "propostas alternativas para garantir segurança aos proprietários e também segurança aos inquilinos".

"Assim o Governo queira aceitar as propostas que o PS apresentou na Assembleia da República", acrescentou, já depois de ter elogiado o discurso feito pelo Presidente da República na sessão solene comemorativa da implantação da República em Portugal, na Praça do Município, em Lisboa, na qual também esteve presente o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

O PSD nunca quis nemquer blocos contrais mas sim blocos das direitas