Este número vem no plano de contingência da primeira reunião do Comité Operativo de Emergência (COE), cujo orçamento é de 43 milhões de meticais.
Segundo o delegado do INGD em Sofala, Aristides Armando, o número de afectados representa mais de 10 por cento da população da província e justifica-se pelas previsões meteorológicas associadas ao fenómeno El Niño.
O INAM prevê para Sofala chuvas normais com tendência abaixo do normal na maior parte da extensão da província e temperaturas extremamente altas.
A delegada do INAM em Sofala, Rosita Fernando, explica as chuvas ocorrerão de forma irregular e abaixo da média, mas recorda que a previsão não inclui a precipitação que pode advir de um eventual ciclone.
“Estamos a falar de chuvas irregulares. Não é que não vai chover, vai chover, mas não naqueles montantes excessivos”, explicou Rosita Fernando.
Apesar da tendência de seca severa em alguns distritos, o INGD alerta para o risco de cheias moderadas entre Janeiro e Março nas bacias de Savane, na cidade da Beira, Búzi, Púnguè e Save.
São pontos onde terá de haver maior atenção.
A província ainda está a recuperar dos impactos das últimas cheias.
Neste momento, segundo o INGD, 280 mil pessoas estão em crise alimentar em Sofala, na sequência das inundações que afectaram as quatro bacias no início deste ano.
Para responder, foi accionado o seguro climático do programa RAP, financiado pelo Banco Mundial, que está a assistir 280 mil pessoas, cerca de 45 mil famílias, com assistência directa.
O COE reunirá na próxima semana e definirá o pré-posicionamento de meios, alimentos e equipas de resgate.