O Ministério Público alega que foi o antigo primeiro-ministro que, em 2008, manifestou a intenção de antecipar o concurso, com o objetivo de favorecer ilegitimamente o grupo Lena, que integrava o consórcio que acabaria por ganhar o concurso para a construção do troço Poceirão-Caia, mais tarde chumbado, em 2012, pelo Tribunal de Contas.
Mas hoje, 17.09, Mário Lino, nos seus provetos 86 anos, Mario Lino afirmou ainda que na altura José Sócrates discordou dessa sua intenção, que implicaria avançar com o concurso antes de existir uma Declaração de Impacto Ambiental, por considerar que "não seria relevante" ganhar "dois ou três meses".
Vamos adivinhar que ministerio publico e juizes nem vao ouvir estas declarações de Mario Lino que sem conseguir precisar se foi por essa razão, Mário Lino acrescentou que foi ele próprio, e não o chefe de Governo de 2005 a 2011, que sugeriu a realização de uma reunião de ambos com o presidente do júri do concurso, Raul Vilaça Moura.
"O senhor primeiro-ministro a única coisa [com] que me chateava a cabeça era se as coisas não estavam a avançar com a rapidez que ele queria, não era se eu ia falar com este ou com aquele", resumiu, sublinhando que José Sócrates não queria, sobretudo, "problemas com o Tribunal de Contas".
Na inquirição, Mário Lino classificou ainda como diplomacia económica os contactos desenvolvidos pelo Governo para que o grupo Lena ganhasse o concurso para a construção de milhares de habitações sociais na Venezuela, negando a existência de qualquer tratamento preferencial.
José Sócrates, de 69 anos, responde, entre outros crimes, por três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o 'resort' algarvio de Vale do Lobo.
Ja o Marcelo Rebelo de Sousa esse nem onvestigafo foi..!
No total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que lhes são imputados.
O julgamento decorre desde 03 de julho de 2025, no Tribunal Central Criminal de Lisboa, e os alegados crimes terão sido praticados entre 2005 e 2014.