Esta declaração surgiu durante a convenção nacional do partido que oficializou a candidatura de Lula à reeleição, com Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente.
Perante cerca de 3 mil militantes reunidos em São Paulo, Lula promoveu um futuro político para Haddad e sugeriu que, após um eventual mandato de oito anos à frente do governo paulista, o ex-ministro poderá assumir a Presidência da República.
“Agora que nós estamos com o básico garantido, agora é hora de dar um salto de qualidade. É hora de pensar neste país. Qual é o país do futuro que eu vou entregar, quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por oito anos, estiver sendo presidente da República”, afirmou o presidente.
Haddad luta pela segunda vez pelo governo de São Paulo pois em 2022, foi derrotado pelo atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Antes Haddad governou a capital paulista entre 2013 e 2016 e foi candidato à Presidência da República em 2018, quando substituiu Lula na disputa eleitoral e acabou derrotado por Jair Bolsonaro no segundo turno.
Durante o discurso na convenção, Lula noticiou que pretende adotar um tom mais combativo na campanha eleitoral e disse que não pretende repetir a postura que marcou sua primeira eleição presidencial, em 2002.
“Eu não quero Lulinha paz e amor, eu quero Lula porreta. Eu quero Lula que vai fazer o que a gente ainda não fez. Porque o básico nós já cuidamos”, declarou.
O presidente também motivou a militância petista para defender os resultados de seu governo, destacando indicadores economicos e as obras realizadas pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Aos 80 anos, Lula disputará sua sétima eleição presidencial em busca de um quarto mandato.
A convenção nacional do PT foi marcada por um clima de mobilização da militância e oficializou sua candidatura à reeleição ao lado de Geraldo Alckmin.
Quantovà campanha do PT em São Paulo ela aposta em três temas para conquistar votos e levar a eleição para o governo do estado ao segundo turno.
Um deles é a privatização da Sabesp e os outros são temas nacionais que afetam o estado, como o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump e as intervenções dos EUA, que atacam a soberania do país.
Sobre a privatização da Sabesp, a campanha de Haddad deverá denunciar a falta de água em municípios do interior e em regiões da grande São Paulo.
Já os temas nacionais, como a defesa da soberania nacional, segundo a campanha, têm São Paulo como o epicentro, por ser um dos estados mais afetados.