Num comunicado  oficial de quarta-feira (15), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República classificou a medida como um “marco lastimável” nas relações bilaterais e reafirmou que o Brasil defenderá sua soberania por todos os meios previstos no direito internacional.

A nota sustenta que a decisão estadunidense não encontra respaldo economico nem jurídico e rejeita a utilização da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos como instrumento para pressionar o Brasil.

O governo brasileiro também anunciou que recorrerá aos mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC) e acionará a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional para responder às medidas adotadas por Washington.

O Brasil recusa a  narrativa dos EUA com dados do próprio governo estadunidense

Lembranco que segundo o comunicado, estatísticas oficiais do próprio governo estadunidense mostram que os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 biliões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos, não havendo fundamento para alegações de tratamento comercial discriminatório.

O  documento ressalta que, somente em 2025, 76% das importações provenientes dos Estados Unidos ingressaram no Brasil sem pagamento de imposto de importação, enquanto a tarifa média efetivamente aplicada aos produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%.