Na primeira volta Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. A diferença se estreitou ligeiramente em relação a julho, mas ainda garante ao presidente uma vantagem confortável.

No cenário de segunda volta o os resultados sao  47% a 43%. Na avaliação de governo, 47% aprovam e 50% desaprovam a gestão — números estáveis, dentro da margem de erro em relação aos levantamentos anteriores.

A quantidade de vazamentos protegidos por sigilo de Justiça que inundaram portais e programas não foi acidental. Tratava-se de uma tática de guerra de desgaste disfarçada de jornalismo.

Ela tinha um alvo  - chegar à reta final da campanha com o maior estrago possível à imagem do presidente.

A tentativa era recriar o efeito Lava Jato — a operação que não apenas impediu a eleição de Lula em 2018, mas o levou ao cárcere por meio de um processo marcado por evidências de ilegalidade que já vinham à tona durante seu próprio curso.

Pretende a direita transformar acusações contra terceiros, ainda sob apuração, em condenação moral do próprio Lula, e com isso abrir caminho para Flávio Bolsonaro.

Ora os dafos  do Datafolha mostram que essa aposta não vingou. O eleitor parece ter distinguido o que é fato apurado do que é factoide fabricado para consumo eleitoral.

O  eleitorado não parece disposto a responsabilizar Lula por supostas decisões e condutas de terceiros que ainda não foram sequer denunciados formalmente, muito menos julgados.