A quantidade de vazamentos protegidos por sigilo de Justiça que inundaram portais e programas não foi acidental. Tratava-se de uma tática de guerra de desgaste disfarçada de jornalismo.
Ela tinha um alvo - chegar à reta final da campanha com o maior estrago possível à imagem do presidente.
A tentativa era recriar o efeito Lava Jato — a operação que não apenas impediu a eleição de Lula em 2018, mas o levou ao cárcere por meio de um processo marcado por evidências de ilegalidade que já vinham à tona durante seu próprio curso.
Pretende a direita transformar acusações contra terceiros, ainda sob apuração, em condenação moral do próprio Lula, e com isso abrir caminho para Flávio Bolsonaro.
Ora os dafos do Datafolha mostram que essa aposta não vingou. O eleitor parece ter distinguido o que é fato apurado do que é factoide fabricado para consumo eleitoral.
O eleitorado não parece disposto a responsabilizar Lula por supostas decisões e condutas de terceiros que ainda não foram sequer denunciados formalmente, muito menos julgados.