Segundo uma nota divulgada pelo Palácio do Planalto, os dois discutiram sobre as tarifas aplicadas pela Casa Branca aos produtos brasileiros, crime organizado e o Conselho de Segurança da ONU.
Na nota do Palácio do Planalto indica-se que Trump concordou sobre a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes entre Brasil e EUA e propôs que equipas dos dois países voltassem a reunir-se "o mais brevemente possível".
A nota, no entanto, não fez menção a sugestão de Lula para que Trump reúna os líderes da China e da Rússia na casa do político norte-americano.
No mesmo ato de campanha, Lula destacou que nas últimas semanas teve conversas, por telefone, com Xi Jiping e com Vladimir Putin, respetivamente.
"Eu estou de saco cheio dessas guerras, eu estou de saco cheio dessas bravatas", declarou ao citar que China e Rússia, que tem assentos no Conselho de Segurança da ONU, poderiam reunir os países membros para acabar com as guerras pelo mundo.
"Essa semana eu resolvi levantar de manhã e ligar para o Xi Jinping, Presidente da China. Falei: pelo amor de Deus, cara, você é poderoso, a China é muito grande, tem tudo o que precisa. Agora é preciso que vocês se reúnam", realçou.
O PR Lula disse também ter pedido a Vladimir Putin para que o Presidente russo que volte "para a política" e negoceie o fim da guerra com a Ucrânia.
"Faltava eu falar com o Trump. E hoje eu falei com o Trump", lembrou.
A ligação ocorre uma semana após Brasília notificar Washington sobre o início do processo de consulta para aplicar a Lei da Reciprocidade pelas sobretaxas norte-americanas a produtos brasileiros.
Neste ano ainda, Washington classificou, para desagrado do Palácio do Planalto, como organizações terroristas globais as duas maiores fações criminosas do país sul-americano, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Lula referiu a Trump que o sistema eleitoral brasileiro é confiável, após o norte-americano o ter questionado sobre o cenário atual no país num momento mais informal da conversa