Lula segue em frente no Brasil

Mais uma rodada da campanha eleitoral foi vencida, nesta quarta-feira (5), pelo presidente Lula no confronto com  o  adversário proto fascista Flávio Bolsonaro. 

O afastamento do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, liberta o comitê de reeleição de um problema.

No campo bolsonarista, entretanto, a indicação de um deputado inexpressivo para vice na chapa presidencial, além de não resolver uma questão-chave para a campanha bolsonarista – a aproximação com o eleitorado feminino –, releva  o isolamento político do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os  petistas  foram rápidos enquanto que a equipe bolsonarista demorou e deu a resposta errada para um problema aberto desde o início da disputa.

A expectativa era pela indicação de uma mulher como companheira de chapa para Flávio.

So  que  o afastamento dos partidos do Centrão do candidato do PL, impediu a entrada da ex-ministra Tereza Cristina, do PP, na lista dr Flavio.

Ela poderia despertar alguma repercussão favorável ao candidato no setor do agronegócio, mas nem isso foi concedido a ele.

Flávio terá no deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) um político desconhecido e a  escolha representa a ausência completa de alianças e quadros em torno do nome do bolsonarismo.

Alias  o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, divertiu-se durante o anúncio feito na manhã de hoje afirmando que Gaspar já estava definido ao lado de Flávio seis meses atrás. “Não sei como não vazou”, disse. Não houve quem acreditasse nisso.

Sem opções fora da legenda, a escolha do PL dentro do próprio PL é uma tentativa mal-encaixada  de provocação à campanha de reeleição.

Gaspar presidiu, no primeiro semestre, a CPMI do INSS. Acredita-se que ele venha a cumprir na campanha o mesmo papel de acusador contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. So que a CPMI  causa foi encerrada sem relatório aprovado.