"As melodias, que ecoam na rua, constituem uma homenagem musical ao legado do cantor e compositor, cuja obra ocupa um lugar próprio na cultura portuguesa", lê-se no comunicado .
O Presidente da República, António José Seguro, manifestou "enorme tristeza e consternação" pela morte de Jorge Palma.
"Portugal despede-se de um dos seus ícones e de um dos grandes poetas da nossa música e da nossa sensibilidade. As suas canções hão de ficar como uma recordação intensa e profunda da nossa melancolia; elas marcaram a vida portuguesa durante décadas e, por muito tempo, hão de iluminar a memória de várias gerações", escreveu o chefe de Estado.
António José Seguro lembrou que "estava previsto que este ano Jorge Palma participasse no programa da recente Festa do Livro em Belém", que se realizou no passado fim de semana, mas que isso não foi possível devido ao seu estado de saúde. "Por isso são ainda mais intensos o choque e a tristeza vividos hoje, com a notícia da sua morte", acrescentou.
A Paz Contigo
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar https://share.google/uJV5yEIFp6rONSQxm