Mais uma vez se viveu um fanatismo conservador e assistiu-se à recusa de Viena "em conceder vistos à delegação da República Islâmica do Irão” considerada como “uma decisão totalmente injustificada", segundo o porta-voz da diplomacia iraniana.
O Irão declarou esta segunda-feira,15.09, que convocou o encarregado de negócios da Áustria, depois da recusa em autorizar o responsável da agência nuclear iraniana em participar numa reunião da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), em Viena.
A recusa de Viena "em conceder vistos à delegação da República Islâmica do Irão é uma decisão totalmente injustificada", declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei.
"É evidente para nós que este incidente ocorreu sob pressão norte-americana, mas isso não isenta o Governo austríaco de responsabilidade", acrescentou.
O chefe da agência nuclear iraniana, Mohammad Eslami, que devia participar numa reunião internacional em Viena, foi impedido dada a pressão dos Estados Unidos, segundo a televisão estatal iraniana.
"Mohammad Eslami e a delegação embarcaram num voo regular para Viena no sábado, mas foram barrados no percurso devido às obstruções dos Estados Unidos", indicou a televisão, acrescentando que o responsável iraniano já regressou a Teerão.
Eslami era esperado na sede da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), organismo da ONU que fiscaliza as atividades nucleares, em Viena, para a conferência geral anual da entidade, que decorre até sexta-feira.
Este responsável iraniano tinha participado na conferência do ano anterior, em setembro de 2025, ocasião em que proferiu um discurso em nome do Irão, que é um Estado-membro da AIEA.