Por isso defendeu que a legitimidade política deve ser conquistada de forma permanente através de resultados e propostas credíveis para a população.
Carlos Maria Feijó no encerramento realçou que para ele o percurso histórico do MPLA é um património relevante, mas insuficiente para assegurar vitórias eleitorais num sistema democrático competitivo.
“Em democracia, a legitimidade de um partido não se herda. Conquista-se e renova-se, eleição após eleição. A História dá-nos autoridade moral, mas não nos dá votos automáticos”, afirmou o dirigente.Este dirigente defendeu ainda que o reforço da organização interna é indispensável para a aceitação pública do Mpla, resumindo a ideia com a premissa de que um partido que não se estrutura interiormente não consegue convencer a sociedade externa.
O IX Congresso Ordinário do partido, marcado para Dezembro, foi apontado como um momento determinante para avaliar o desempenho do último mandato, renovar estruturas para os próximos desafios
eleitorais.
Carlos Feijó defendeu um processo participativo, pautado pela disciplina e pelo cumprimento escrupuloso dos Estatutos.
Lembrou que a unidade interna não implica o silenciamento das ideias.
“A unidade não significa silêncio, nem ausência de debate. A unidade constrói-se em três momentos: discute-se com lealdade, decide-se
democraticamente e age-se de forma coesa depois de tomada a decisão”, salientou.
O reforço da ética na função pública e partidária foi outro tema de destaque na intervenção.
Carlos Maria Feijó apelou a uma postura exemplar por parte
dos dirigentes, reprovando o uso do partido como meio para obter vantagens pessoais, cargos ou privilégios.
Como sabemos é mesmo assim que o Mpla funciona…!
Mas em tempos eleitorais este partido transforma-se no partido-anjo!
Coisa antiga!