De politico nacional a politico global dizem Guterres e um fracasso !

Comecemos por esclarecer que o autor destas linhas nunca esteve na tendencia “do secretariado” mas sim com a tendencia “soarista” na verdade em nada de concreto beneficiou com a governaçao guterrista ( nem com as soaristas note-se) bem pelo contrario no seu combate pela Democracia em Angola foi fortemente penalizado pelo guterrismo ( como pelo cavaquismo e depois o barrosismo)

No entanto ha que lembrar, se isentos quisermos ser,

 

Portugal conseguiu  com Guterres descer a inflação dos níveis superiores a 10% registados no início dos anos 90 para valores controlados (abaixo dos 5%) na segunda metade da década, um requisito obrigatório para integrar o Euro.

Quanto aos  valores do PIB per capita em dólares americanos correntes registados pela Portugal GDP Per Capita (1960-2026) - Macrotrends:

  • 🗓 1996: $12.185,09
  • 🗓 1997: $11.575,51
  • 🗓 1998: $12.199,21
  • 🗓 1999: $12.475,29
  • 🗓 2000: $11.526,37
  • 🗓 2001: $11.734,76
  • 🗓 2002: $12.936,69
  • Um crescimento de 6,2%

Antes de ser secretario geral da ONU foi Alto Comissario da ONU para os Refugiados por 10 anos em dois mandatos de cinco anos.

Liderou a agência em tempos muito exigentes, respondendo a crises graves de refugiados na Síria, Iraque, Iémen e em vários países africanos como o Sudão do Sul.

Promoveu mudanças estruturais no ACNUR para tornar a resposta humanitária mais eficaz.

Assim, durante a década em que Guterres esteve à frente do ACNUR, o volume de atividades da organização triplicou e o número total de pessoas deslocadas por conflitos e perseguições passou de cerca de 38 milhões em 2005 para mais de 60 milhões em 2015. As crises mais marcantes do período incluíram:

  • Guerra na Síria (a partir de 2011) Uma das maiores catástrofes humanitárias e de deslocamento do século XXI, gerando milhões de refugiados em países vizinhos como Turquia, Líbano e Jordânia.
  • Conflito no Iraque Vagas massivas de deslocados internos e refugiados devido à instabilidade contínua e à violência sectária.
  • Crise no Sudão do Sul (a partir de 2013) A secessão e a subsequente guerra civil deflagrada no país provocaram deslocamentos em massa e extrema vulnerabilidade alimentar.
  • República Centro-Africana Conflitos intercomunitários graves resultaram em deslocações generalizadas e crises de proteção humanitária severas.
  • Crise no Iémen O escalar do conflito armado gerou uma emergência humanitária de larga escala com impacto profundo nos civis.
  • Reformas e Atuação do ACNUR

Para lidar com estas frentes múltiplas e complexas, Guterres implementou mudanças estruturais significativas na gestão da agência:

  • Reforma interna: Reduziu em 20% os postos no quartel-general em Genebra para otimizar recursos operacionais.
  • Estratégia orçamental: Mudou para um modelo baseado em necessidades reais em vez de fundos previamente garantidos, ampliando a capacidade de resposta a emergências no terreno.

De junho de 2005 a dezembro de 2015, liderou pois uma das principais organizações humanitárias do mundo durante a maior parte das crises mais graves de deslocamento em décadas.

Os conflitos na Síria e no Iraque e as crises no Sudão do Sul, na República Centro-Africana e no Iémen levaram a um aumento considerável das atividades do ACNUR, como se viu acima.

Lembremos que esteve fortemente envolvido no esforço internacional para resolver a crise em Timor-Leste.

Como presidente do Conselho Europeu no início de 2000, Guterres liderou a adoção da Agenda de Lisboa para o crescimento e o emprego e copresidiu a primeira cimeira União Europeia-África.

Foi membro do Conselho de Estado Português de 1991 a 2002.

Deixemos apontamentos de um seu discurso no combate ao Covid o maior drama dos ultimos 50 anos com o qual se confrontou!

“Primeiro, suprimir a transmissão do coronavírus

….

Segundo: enfrentar a devastadora dimensão social e econômica da crise.

….

Terceiro: Recuperar melhor

…

Não podemos simplesmente voltar ao que era antes do ataque de covid-19, com sociedades desnecessariamente vulneráveis a crises. A pandemia relembrou-nos, da forma mais dura, do preço que pagamos pela fraqueza dos nossos sistemas de saúde, da proteção social e dos serviços públicos. Sublinhou e realçou as desigualdades, acima de tudo a desigualdade de gênero, deixando a descoberto a forma como a economia formal se tem sustentado à custa de um trabalho de assistência invisível e não remunerado. Colocou em destaque os correntes desafios dos direitos humanos, incluindo o estigma e a violência contra as mulheres.”

Guterres teve nesses terriveis tempos de de pôr à frente do exercito das pessoas da saude, da ciencia, da proteçao social e contra lideres protofascistas na presidencia por exemplo do Brasil ( Bolsonaro) e dos EUA ( Trump) que tudo fizeram para desvalorizar a ONU/ Organização Mundial da Saude gerando um acrescimo de milhoes de mortos e doentes graves!

E ainda aqui fica uma sintese do seu ultimo discurso enquanto secretario geral da ONU.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou esta terça-feira para uma “convergência de ameaças sem precedentes” no mundo, com mecanismos coletivos sob crescente pressão, novos centros de influência e uma crescente transferência de poder para empresas e particulares.

Num tom de advertência, Guterres deu início ao debate anual da Assembleia-Geral das Nações Unidas (UNGA), o seu último enquanto secretário-geral, no qual frisou que as fraturas no mundo atual estão a alargar-se e as "fissuras tornaram-se abismos".

Guterres recordou que, na última década, guerras irromperam com consequências devastadoras e arrastaram-se com uma "crueldade desprezível", em que civis tornaram-se alvos, os direitos humanos foram "pisoteados", a fome foi usada como arma e vários trabalhadores humanitários acabaram mortos.

"O direito internacional foi descartado. As divisões geopolíticas aprofundaram-se. As desigualdades intensificaram-se. A confiança desgastou-se. A crise climática passou de um alerta longínquo para uma realidade diária. E a inteligência artificial avançou a uma velocidade que apanhou de surpresa até mesmo aqueles que a criaram", apontou

"Não são crises isoladas. São capítulos da mesma história. A história do poder. Quem o detém. A quem é negado. Como é utilizado. E como está a mudar", acrescentou o líder da ONU.

A cerca de três meses de deixar a liderança das Nações Unidas, Guterres apontou críticas à forma como o poder está a ser remodelado, em que novos centros de influência económica, política e tecnológica emergiram entre Estados, mas em que se registou também uma extraordinária transferência de poder dos Governos para um pequeno grupo de empresas privadas e particulares.

"O seu alcance estende-se agora pela política, economia, fluxos de informação, desenvolvimento tecnológico e o espaço cívico de que as sociedades dependem", afirmou, sobre o poder detidos por empresários.

Observou ainda que os humanos estão cada vez mais a entregar poder às máquinas, "com agentes de inteligência artificial descontrolados" e "armas autónomas letais que passaram da ficção científica para a realidade militar".

No entanto, apesar das drásticas mudanças, considerou que as instituições e sistemas de governação global continuam a refletir as realidades de poder e os interesses de uma época "em grande parte passada".

"Este é o desafio crucial que enfrentamos. No preciso momento em que a humanidade enfrenta uma convergência de ameaças sem precedentes, os nossos mecanismos de ação coletiva estão sob crescente pressão", declarou.

Na sede da ONU, em Nova Iorque, o antigo primeiro-ministro de Portugal indicou que caminhar para um mundo multipolar é um movimento irreversível, mas apelou a que seja uma multipolaridade em rede, com um mundo construído sobre a interdependência "e sustentado por uma densa teia de ligações económicas, políticas, sociais e tecnológicas".

Um mundo assim, na visão do líder da ONU, pode ajudar a evitar tendências hegemónicas e aquilo a que chamou de "a Grande Fratura", ou seja, a divisão do mundo em dois blocos rivais com sistemas económicos, tecnológicos e de segurança separados.

"A construção deste futuro começa com o reconhecimento, especialmente por parte das superpotências, de que o seu poder não é tão super. O seu poder tem limites", observou.

Para isso, sustentou que os países não terão de começar do zero, uma vez que têm a Carta das Nações Unidas como uma base sólida.

Na verdade ser o secretario geral da ONU nao é sequer equivalente a ser um presidente da republica

Ele vive amarrado ao Conselho de Segurança à Assembleia Geral da ONU acabando por ter menos poder efetivo que o Alto Comissário para os Refugiados para agir!

E quanto aos Nobel da Paz basta vermos quem os ganhou nos ultimos 10 anos para constatarmos a sua politizaçao

  • 2025: María Corina Machado (Venezuela) – Líder da oposição venezuelana, distinguida pela sua luta pela democracia.
  • 2024: Nihon Hidankyo (Japão) – Organização de sobreviventes das bombas atómicas de Hiroshima e Nagasaki (Hibakusha), pelos seus esforços por um mundo livre de armas nucleares.
  • 2023: Narges Mohammadi (Irão) – Ativista e jornalista, pela sua luta contra a opressão das mulheres no Irão.
  • 2022: Ales Bialiatski (Bielorrússia), Memorial (Rússia) e Centro de Liberdades Civis (Ucrânia) – Organizações e ativistas de direitos humanos e defesa da democracia na Europa de Leste.
  • 2021: Maria Ressa (Filipinas) e Dmitry Muratov (Rússia) – Jornalistas, pela defesa da liberdade de expressão. Q
  • 2020: Programa Alimentar Mundial (PAM) (ONU) – Pelo combate à fome e melhoria das condições de paz em zonas de conflito.
  • 2019: Abiy Ahmed (Etiópia) – Primeiro-ministro, pela iniciativa de paz para resolver o conflito com a Eritreia.
  • 2018: Denis Mukwege (República Democrática do Congo) e Nadia Murad (Iraque) – Pelos esforços para acabar com o uso da violência sexual como arma de guerra.
  • 2017: Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN) – Pelo trabalho inovador para a proibição de armas nucleares.
  • 2016: Juan Manuel Santos (Colômbia) – Presidente, pelo acordo de paz com as FARC que terminou o conflito civil no país.

Guterres é humano e porque essa é a sua visao nao percebeu que a guerra Russia/Ucrania é uma guerra tribal pela ocupação territorial e que a solução seria manter-se equidistante dos dois contendores e promover no maximo possivel negociaçoes de paz seguindo Francisco, Lula, e Ramaphosa

Esse foi o seu principal erro, colar-se a um dito ocidente envolvido na guerra até ao pescoço!