A crise do Ensino na Guiné Bissau

As aulas do ano letivo 2026/2027 na Guiné Bissau deveriam iniciar esta segunda-feira, 14.09.No entanto,  as condições para o arranque não estão reunidas segundo  o docente universitário e especialista em Ciências da Educação, M’Bemba Djassi, ao Capital News que aponta a combinação de chuvas intensas, infraestrutura escolar precária e dívidas do Estado com professores contratados como os principais fatores de risco para um ano letivo marcado por greves e perdas de aulas.

Hoje, 14.09, ao jornal Capital News,  Djassi defendeu que o Governo deve priorizar o pagamento imediato dos valores em atraso aos docentes contratados.

“É a única forma de garantir um ano letivo calmo e saudável. Caso contrário, o ano pode ser marcado por ondas de greves no setor educativo guineense”, alertou o especialista.

Para Djassi, os prejuízos já são visíveis devido às paralisações com os  alunos com matérias incompletas e compromete a qualidade do ensino.

“Isso tem reflexo direto no desenvolvimento do país, porque precisamos de pessoas com capacidade para servir a nação”, afirmou.

Relevemos que em 2026  registou-se uma grande paralisação nacional convocada pelo Coletivo dos Professores Contratados, com início a 11 de maio em protesto contra salários em falta e a precariedade laboral de mais de 4.000 docentes.

Foto de destaque: imagem criada por IA