A posição surge  numa carta aberta dirigida a Umaro Sissoco Embaló, datada de 4 de outubro de 2026 e assinada pelo presidente do partido, Nagikson Muacir Carvalho Perdigão Baldé.

No documento, o PLC esclarece que não propõe o afastamento como forma de punição, derrota política ou negação do percurso do antigo Chefe de Estado, mas como uma medida destinada a preservar a sua segurança, a da sua família e a evitar uma eventual escalada de violência.

Psra este  partido, a Guiné-Bissau deve evitar que a atual conjuntura política origine  uma mais tragédia nacional.

O PLC rejeita ainda a interpretação da crise como um conflito étnico.

“Esta crise não deve ser transformada numa questão étnica. A Guiné-Bissau é um Estado laico e pertence a todos os seus cidadãos”, refere a carta.

O partido sublinha que a pertença étnica, religiosa ou regional não deve ser utilizada para justificar uma disputa de natureza política e institucional.

Os acontecimentos atuais são consequência de alianças políticas desfeitas, disputas pelo poder e fragilidades persistentes do sistema político e militar.

Para o  PLC apresentar a crise como um confronto entre grupos étnicos é  uma leitura incorreta da realidade e pode aprofundar divisões entre comunidades.

O partido não defende perseguições políticas nem justiça seletiva e eventuais acusações contra antigos dirigentes, devem ser apreciadas pelas instituições competentes, através de processos legais que garantam o direito de defesa e  os conflitos políticos não devem ser resolvidos pela via militar

Defende  que o país necessita de instituições fortes, uma justiça independente, eleições credíveis e Forças Armadas republicanas.

Na carta, o PLC apela a Umaro Sissoco Embaló para que coloque a sua segurança, a da sua família e a estabilidade nacional acima da participação eleitoral.

Às autoridades militares, o partido pede contenção, rejeita atos de violência e perseguição política, e defende que o futuro do país não deve ser determinado pela força das armas.