"Vivemos um momento de ruptura que altera a natureza do nosso regime democrático. Armas de guerra estão a ser  usadas contra crianças!", lamentou o deputado ecologista Benjamin Lucas. "É uma repressão policial que pode ser classificada como violência de Estado", denunciou, por sua vez, o líder dos comunistas, Stéphane Peu.

Os deputados do grupo socialista anunciaram que apresentarão em breve um projeto de lei proibindo o uso de lançadores de balas de defesa (LBD), granadas de dispersão e técnicas de imobilização letais em manifestações estudantis.

O grupo França Insubmissa também apresentará uma proposta de resolução solicitando a criação de uma comissão de inquérito na Assembleia para investigar a violência policial observada durante essas mobilizações estudantis.

Entretanto uma marcha espontânea de cerca de 2.000 estudantes segue em direção à Place de la République

surpreendentemente sem escolta policial, mas muito tranquila, percorrendo o Boulevard Beaumarchais.

Entre eles, alunos da École Normale Supérieure, de instituições do Quartier Latin e da Universidade de Assas expressam sua "solidariedade" aos estudantes do ensino médio, conforme afirmam em  diversos cartazes.

Um dos gritos de guerra favoritos é "Siamo tutti antifascisti". ( Somos Todos Antifascistas!) As palavras de ordem mostram-se fortemente políticas, tendo como alvo o Rassemblement National, Emmanuel Macron ou o governo.

Os manifestantes caminham tranquilamente por um lado do boulevard, enquanto, na outra faixa, os carros avançam lentamente, com alguns motoristas demonstrando apoio por meio de buzinas.

Sim a Democracia aprendeu com o Maio68!