O Juiz Flavio Dino e um esquema de desvio de recursos publicos 

O juiz  Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs  neste sábado, 12.09, o levantamento do sigilo dos autos da investigação que apura um possível esquema de desvio de recursos públicos, com destaque para emendas parlamentares federais e verbas da Prefeitura de São Paulo. 

A investigação envolve também o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dino determinou ainda quebras de sigilo bancário de empresas consideradas suspeitas e da produtora do filme, Karina Gama.

Ela nega irregularidades pois  não terá tido contato com recursos repassados ao fundo criado para a realização do filme.

O juiz  Dino afirmou que se fortaleceu a hipótese de conexão entre diferentes frentes de investigação pois os elementos apontam para um possível esquema de desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares federais e recursos da Prefeitura de São Paulo.

A investigação sobre Dark Horse que tramitava em São Paulo foi remetida ao STF por determinação de Dino, após pedido da Polícia Federal (PF).

O material inclui documentos, dados e elementos apreendidos pela Polícia Civil paulista durante a apuração.

O despacho cita o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo do filme, como personagem recorrente na linha investigativa.

Para o juiz Dino, a hipótese descrita nos autos atribui ao parlamentar possível papel de liderança na suposta estrutura criminosa.

A investigação também considera uma possível conexão com o gang Primeiro Comando da Capital (PCC),