A investigação envolve também o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dino determinou ainda quebras de sigilo bancário de empresas consideradas suspeitas e da produtora do filme, Karina Gama.
Ela nega irregularidades pois não terá tido contato com recursos repassados ao fundo criado para a realização do filme.
O juiz Dino afirmou que se fortaleceu a hipótese de conexão entre diferentes frentes de investigação pois os elementos apontam para um possível esquema de desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares federais e recursos da Prefeitura de São Paulo.
A investigação sobre Dark Horse que tramitava em São Paulo foi remetida ao STF por determinação de Dino, após pedido da Polícia Federal (PF).
O material inclui documentos, dados e elementos apreendidos pela Polícia Civil paulista durante a apuração.
O despacho cita o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo do filme, como personagem recorrente na linha investigativa.
Para o juiz Dino, a hipótese descrita nos autos atribui ao parlamentar possível papel de liderança na suposta estrutura criminosa.
A investigação também considera uma possível conexão com o gang Primeiro Comando da Capital (PCC),