Lembramos tristemente celebre frase "Se não têm pão, que comam brioches" (em francês: "Qu'ils mangent de la brioche") É crrto que Maria Antonieta,  rainha da França, nunca proferiu essas palavras, mas perdeu a cabeça no cepo

Já o rei Carlos I, não queria regressar a Lisboa na véspera do trágico Regicídio

De acordo com o relato histórico deixado pelo seu filho mais novo, o futuro Rei D. Manuel o ambiente na corte durante o retiro no Palácio de Vila Viçosa era tenso, mas D. Carlos não tinha qualquer vontade de voltar para a capital

A dinâmica da família real naquela ocasião era a seguinte:

  • D. Carlos I: Queria permanecer no Alentejo e chegou a ter a ideia de que assinar o decreto que o obrigaria a voltar seria como assinar a sua própria sentença de morte
  • Rainha D. Amélia: insistiu fortemente no regresso a Lisboa
  • Manuel II recordou mais tarde a determinação da mãe com a frase: "Só se eu quebrar uma perna é que não volto para Lisboa no dia 1 de Fevereiro.

A viagem de regresso acabou por acontecer no dia 1 de fevereiro de 1908e culminou no atentado no Terreiro do Paço, que vitimou o Rei D. Carlos I e o Príncipe Real D. Luís Filipe

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, prometeu na terça-feira, 14.07,  continuar com  as ja vistas desastrosas reformas na educação, na saúde e na administração pública.

Fala ele de modernização do Estado da redução da burocracia e da digitalização dos serviços essenciais, para melhorar a resposta aos cidadãos… vê-se!

"A reforma do Estado, que nós estamos a fazer, está a diminuir cargos dirigentes, está a diminuir estruturas redundantes e a modernizar os serviços (...), incluindo os serviços mais essenciais, como a saúde", disse Montenegro. nas Jornadas "Estado da Nação - Governar com resultados", na Biblioteca Municipal de Palmela, no distrito de Setúbal.

Esta iniciativa da AD, PSD/CDS-PP, antecipa o debate sobre o estado da Nação, marcado para quinta-feira, 16.07,  na Assembleia da República.

Na área da educação, o primeiro-ministro afirmou que o Governo pretende reduzir a burocracia nas escolas, aumentar a autonomia dos estabelecimentos de ensino e libertar os professores de tarefas administrativas, para que possam dedicar mais tempo às atividades letivas.

Vê-se com este dramatico apelo aos classificadores para horas extras

No processo de digitalização das avaliações escolares, reconheceu que a implementação tem sido complexa e que tem gerado inquietação entre alunos e famílias, mas garantiu que o Executivo vai manter a reforma… para o desastre demonstrando um privatismo fracassado.

 

"Este caminho é para percorrer e nós vamos ser capazes de o percorrer sem causar nenhum prejuízo a ninguém. É isso que temos de garantir e é isso que vamos garantir", afirmou, assegurando que a maioria dos professores está de acordo com o passo que o governo está a dar, mas que também há "algumas resistências", porque "nem todos têm a mesma opinião".

"Eu coloco a minha cabeça no cepo. Eu digo aos meus colegas no Governo que não tenham receio de modernizar os serviços que tutelam, que não tenham receio de enfrentar as resistências que há dentro dos seus serviços", disse.

Que desastroso resultado sr Montenegro!

Luís Montenegro apontou como exemplos do combate à burocracia a "eliminação de três milhões de atendimentos presenciais na Segurança Social", através da digitalização, a "criação da Carteira Digital da Empresa" e a proposta de "reforma do Tribunal de Contas" para acelerar investimentos públicos.

Mas vendo o número de trabalhadores da Administração Pública em Portugal constata-se que tem batido máximos históricos nos últimos anos. De acordo com os dados oficiais da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP): [1, 2]

  • 2024: O Estado terminou o ano com um aumento de cerca de 7.400 trabalhadores face ao ano anterior, atingindo um máximo histórico.
  • 2025: O número de funcionários públicos continuou a crescer, registando 766.278 trabalhadores.
  • 2026: No final do primeiro trimestre (março), o emprego público atingiu um novo recorde de 767.094postos de trabal

O crescimento do emprego veio sobretudo pela Administração Central e pela Administração Local.

A Administração Central empregava, no final de março, 571.627 trabalhadores, mais 4.790 do que há um ano (+0,9%), enquanto a Administração Local registava 144.569 postos de trabalho, mais 3.708 do que no período homólogo (+2,6%).

Já os fundos de Segurança Social e as Administrações Regionais apresentaram reduções de efetivos.

Nos Açores, o emprego público caiu 0,2% em termos homólogos e, na Madeira, recuou 1%