"Estamos a garantir o crescimento da TAP", assegurou Montenegro, garantindo que esta é a proposta que melhor avalia a companhia de bandeira portuguesa. "Com esta decisão, o Governo concluiu com sucesso a primeira fase da privatização da companhia aérea", referiu.
O primeiro-ministro destacou ainda que ambas "as propostas eram robustas e muito equivalentes", sublinhando que asseguravam o reforço do 'hub', a manutenção das rotas dos países lusófonos, bem como "o respeito pelos trabalhadores e sustentabilidade financeira [da TAP] a médio e longo prazo", bem… ao custo da venda tudo se espera diga-se!
Tomou depois a palavra o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento que, numa breve intervenção, sublinhou: "É um momento muito importante para o futuro da TAP" e "um dia importante para Portugal".
A TAP deu as boas-vindas ao grupo alemão e sublinhou que é um "marco importante".
Mais tarde, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, deu mais detalhes: "As propostas técnicas foram equivalentes, mas houve uma proposta financeira manifestamente superior à segunda".
"Com esta parceria podemos dizer que a TAP com o grupo Lufthansa passará a ser o grande player do Atlântico Sul e Norte", disse Pinto Luz.
E ongormou que o grupo alemão "propõe-se aumentar a frota da TAP em 117 aeronaves e de seguida em 130 no novo aeroporto de Lisboa".
O ministro das Infraestruturas detalhou ainda que o acordo prevê a criação de uma "escola de aviação, em Tancos, com 200 postos de trabalho, 500 milhões de euros de investimento".
O Estado vai ter uma comparticipação de 10%, "nomeadamente para a pista", que terá componente civil e militar, estando prevista para 29/30.
"É com um orgulho que devemos dizer que Portugal e a TAP vão fazer parte de um grupo maior, que compete, de facto, na primeira liga, na primeira liga mundial. É a quarta maior companhia aérea do mundo em receitas. Eu repito, nós, com a Lufthansa, seremos a quarta maior companhia aérea em termos de receitas a nível global", disse Pinto Luz.
A integração da TAP na Lufthansa pode criar o quarto maior grupo aéreo mundial em receitas, segundo o Governo, com aumento da quota de passageiros na América Latina.
O governante terminou a dizer que é necessário garantir uma "TAP robusta para o futuro" e aponta para a necessidade de devolver o dinheiro aos portugueses investidos na nacionalização.
De recordar que a Air France-KLM e a Lufthansa tinham apresentado propostas vinculativas finais e melhoradas para a aquisição de 44,9% do capital da TAP.
A operação prevê ainda a reserva de 5% do capital aos trabalhadores, ficando o restante nas mãos do Estado, atual acionista maioritário.
A TAP Air Portugal opera atualmente com uma frota de 106 aeronaves.
A frota combina aviões da Airbus (para a rede principal) e aviões da Embraer (operados pela TAP Express para voos regionais):
Modelos Airbus: Inclui aviões das famílias A319, A320 (ceo e neo), A321 (ceo, neo e LR) e A330 (ceo e neo).
Modelos Embraer: Inclui jatos Embraer 190 e 195 ao serviço da TAP Express.
Uma investigação do Ministério Público e um relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) indicam que a TAP foi lesada em 444 milhões de dólares (cerca de 400 milhões de euros) no negócio de 2015 relativo à compra e ao leasing de 53 aviões Airbus e ao cancelamento de 12 aeronaves A350