O ex-eurodeputado do Partido Verde, Daniel Cohn-Bendit, uma das principais vozes da esquerda francesa, anunciou seu apoio a Raphaël Glucksmann nas eleições presidenciais de abril e maio de 2027 na segunda-feira, 10 de agosto, em entrevista à revista semanal Le Point

Dentro da esquerda reformista, ele é o único que adota uma nova postura que abre um futuro para uma esquerda socioecológica ou ecossocial. Ele deve ser apoiado, não combatido ", afirmou o ex-líder do movimento estudantil Maio de 68.

Segundo . Cohn-Bendit, o eurodeputado do Place Publique é "o único candidato que formula ou delineia uma política de transformação do reformismo de esquerda" .

Raphaël Glucksmann note-se ainda não é oficialmente candidato à eleição presidencial pois precisa confirmar as suas ambições até o final do verão e declarar se pretende participar das primárias do espaço social-democrata, cuja organização foi definida pelo Partido Socialista.

Questionado sobre o carisma do eurodeputado, Daniel Cohn-Bendit afirmou que o foco deveria ser o projeto. "Trata-se de construir um projeto para o futuro, de se posicionar de 2027 a 2032 ", declarou, descartando as candidaturas de François Hollande, Segolène Royal e Bernard Cazeneuve, que considera "ex-políticos ".

Ele disse preferir acreditar na "integridade e substância de uma pessoa"em vez do "carisma tradicional " .

O ex-político franco-alemão também critica duramente o candidato da "França Insubmissa", Jean-Luc Mélenchon, que, é veemente na critica a Netanyahu e segundo Bendit, "já não é de esquerda" porque "abandonou os valores universalistas ".

Alias  acusa o líder da França Insubmissa de adotar "uma postura antissemita ", alegando, sem justificativa, que ele põe em questão a própria existência do Estado de Israel " Denuncia ainda as suas posições em política externa, que considera de apoio a "Putin e Xi Jinping ", os presidentes russo e chinês.