E desta feita ( mas nao a primeira vez) os candidatos democratas às disputas para a Câmara e o Senado estão angariar quantias impressionantes em doações, apesar de o Partido Democrata continuar bem impopular em alguns dos seus sectores.
Os republicanos também enfrentam larga impopularidade, em grande parte devido a questões como a guerra no Irão, os preços dos combustíveis e a economia em geral.
Alguns grandes doadores, como Elon Musk, estão a dirigir recursos a "super PACs" (comitês de ação política) na tentativa de incentivar os eleitores a eleger republicanos. Nas 13 acirradas disputas destacadas pelo *Cook Political Report*, os democratas estão a superar os republicanos na arrecadação de fundos em uma proporção de 5 para 1.
Ambos os partidos estão a investir significativamente , o que sugere que os democratas podem ter chances de vitória em diversas localidades. Atualmente, 75% dos investimentos planeados em publicidade concentram-se em disputas indefinidas ou naquelas com tendência favorável aos republicanos.
Apesar de uma injeção de US$ 276 milhões do protofascista da tecnologia Elon Musk no Partido Republicano, os números apresentados pelos candidatos à Comissão Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês), nesta quinta-feira, 15.10, mostram uma clara vantagem para o partido de oposição.
Os Estados Unidos renovam sua Câmara de Representantes e um terço do Senado nas midterms - em português eleições de meio de mandato -, no dia 3 de novembro.
Em seis estados considerados decisivos para o controle do Senado - Texas, Alasca, Ohio, Maine, Michigan e Iowa - os democratas arrecadaram entre três e seis vezes mais do que seus oponentes republicanos no trimestre de julho a setembro, segundo uma análise do Punchbowl News.
O democrata James Talarico, candidato no Texas, arrecadou, por exemplo, o recorde de US$ 64 milhões, contra apenas US$ 10,2 milhões, da campanha do republicano Ken Paxton, que ainda obteve uma contribuição adicional de US$ 8,5 milhões de comitês conjuntos com outros candidatos.
Os democratas também superaram os republicanos em disputas cruciais pela Câmara de Representantes, com pelo menos 47 republicanos em exercício arrecadando menos do que seus rivais democratas ou independentes, contra apenas cerca de seis titulares democratas superados em arrecadação por republicanos.
O dinheiro arrecadado é usado para propaganda nos meios de comunicação tradicionais (emissoras de TV, rádios) e nas plataformas sociais durante essas últimas semanas decisivas da campanha eleitoral.
O presidente Donald Trump lançou-se em uma intensa maratona de comícios diários em todo o país para apoiar os candidatos em dificuldade.
Os democratas fizeram da arrecadação junto a pequenos doadores seu lema oficial de campanha, em especial os candidatos socialistas que concorrem em distritos-chave, como Michigan ou Nova York. Mas os números demonstram que eles também receberam generosas contribuições de grandes doadores, como ocorreu em disputas eleitorais anteriores.
A candidata democrata à Presidência em 2024, Kamala Harris, gastou US$ 1,17 bilioes em sua campanha de pouco mais de 100 dias, após a desistência da candidatura do então presidente Joe Biden.
Trump, que gastou US$ 255 milhões, porém, saiu vitorioso.
O cenário foi semelhante ao que ocorreu em 2016, frente à então candidata democrata Hillary Clinton, que também contou com spoios de grandes doadores.