Já as  projeções preliminares da autoridade eleitoral sueca indicavam que Magdalena Andersson, do Partido Social-Democrata, provavelmente terminará com uma maioria de três cadeiras sobre a coligação rival de quatro partidos liderada pelo atual primeiro-ministro conservador, Ulf Kristersson.

Kristersson tem recebido apoio no governo do partido de extrema-direita Democratas Suecos (SD), que tem raízes neonazistas.

Ele prometeu cargos no gabinete para membros do SD caso permaneça no poder.

E na manhã de segunda-feira, Kristersson afirmou que ainda não estava claro quem formaria o próximo governo.

"Os eleitores já se manifestaram, mas ainda não temos um resultado final. Qual governo liderará a Suécia nos próximos anos ainda é uma incógnita", disse ele aos seus apoiadores.

Nenhum dos principais veículos de comunicação declarou um vencedor ainda.

A Suécia utiliza um sistema de votação por mandato, um método de representação proporcional para eleger os "mandatos", ou "cadeiras", no Riksdag – o parlamento sueco. Um partido precisa de pelo menos 4% dos votos para entrar no parlamento.

A contagem continuará na quarta-feira, antes que os resultados finais determinem qual lado tem o caminho mais claro para a maioria.

A contagem recomeça então para incluir os votos antecipados que foram entregues com atraso, bem como os votos do exterior que não chegaram antes do dia da eleição.

A Suécia possui dois grandes blocos políticos, com quatro partidos à direita e quatro à esquerda, o que significa que governos de coligação e governos minoritários são relativamente comuns.

O conjunto da esquerda terá atingido 51,3% dos votos, contra 46,8% do bloco da direita, deitando assim por terra as esperanças de reeleição do atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson, indicam as primeiras projeções divulgados pelas 20h00 (19h00 em Lisboa).

Desilusão ainda para a direita radical dos Democratas Suecos, para júbilo dos sociais-democratas reunidos num hotel no centro de Estocolmo.

Os Sociais-Democratas festejaram também os 7,4% projetados para os Verdes, que são um possível parceiro de coligação à esquerda.

 

 

SD

Arbetarepartiet-Socialdemokraterna

28,1 %

−2,3

 

1 781 930

C

Centerpartiet

7,1 %

+0,3

 

448 066

KD

Kristdemokraterna

6,2 %

+0,9

 

394 387

L

Liberalerna (tidigare Folkpartiet)

5,4 %

+0,8

 

340 660

MP

Miljöpartiet de gröna

6,1 %

+1,0

 

387 171

M

Moderaterna

19,9 %

+0,8

 

1 260 848

SD

Sverigedemokraterna

17,6 %

−3,0

 

1 114 818

V

Vänsterpartiet

8,2 %

+1,5

 

522 413

ÖVR

Övriga partier

1,6 %

±0

À entrada da festa da noite eleitoral, Magdalena Andersson reiterou que os Sociais-Democratas estão abertos à colaboração com todos os partidos, exceto com os Democratas Suecos, da direita radical nacionalista.