Ao ponto de abrir todo o espaço à cheganice hoje em crescendo preocupante!

E num tempo de guerra comercial politica e militar paulo Portas optou por se dedicar no sábado 30 08, no problema do envelhecimento na Europa, "sem radicalismos”

Para Paulo Portas o envelhecimento é  o principal problema da Europa.

"Queremos começar a discutir o problema do envelhecimento das nossas sociedades com cabeça, tronco e membros e com argumentos racionais, ou queremos "likes" e radicalismos? É porque o problema não se resolve com um "tweet"", foi dizendo...

Para Paulo Portas o problema envolve "muitas políticas públicas" como habitação, impostos, trabalho, família, migrações.

Ao que parece esqueceu o Lazer  ao qual os Idosos dedicam forçadamente o seu tempo

"É preciso que estejam alinhadas nas estrelas. Porque é muito difícil inverter um declínio demográfico. São precisas décadas, o ponto é que quanto mais tarde começarmos, pior", disse.

No entanto a guerra do Irão e  as relações com os Estados Unidos foram outros dos temas, tal como a questão da energia, que Portas apontou como o segundo maior problema da Europa, depois da demografia.

"Nós não temos petróleo. Nem temos abundante gás. E quem tinha, bazou. Foi o Reino Unido", disse.

O antigo vice-primeiro-ministro questionou o necessario depois da invasão da Ucrânia ou do aumento no preço da energia em 30% por cauda da guerra no Médio Oriente, apontando para que si assim a Europa percebeu que não pode "depender da instabilidade geopolítica dos países produtores de petróleo".

"Não ponham a ideologia no meio de questões técnicas, isto então torna-se tóxico", e com 50 anos de atraso sugeriu  a aposta em todas as renováveis, avisando que "não fazer nada não é opção, não é política, é agravar o problema".

A longa aula começou com o aviso de que se vive uma era de "declínio da racionalidade", lembrando as tensões migratórias em Ceuta.

Portas salientou que o problema tem várias explicações, incluindo a "regularização bastante massiva" feita por Espanha de 1,2 milhões de imigrantes irregulares.

E para atacar o PSOE e Sanchez veio defender Marrocos e o exercito de 70 mil que tentou tomar Ceuta, "As redes sociais tiveram um papel subterrâneo massivo que surpreendeu os dois governos (Espanha e Marrocos)", disse, avisando que o que se passou em Ceuta deve servir como "uma grande lição", que antecipou que "não será a última"…. 70 mil pobres com tlm e ou portateis eis o sonho pesadelo de Portas!

E numa prova de total ignorância lembrou-se de dizer,

"Graças a Deus, há 900 anos não existiam esses conceitos de esquerda e direita, porque senão tínhamos perdido mais tempo a discutir o que é que cada um era do que a construir a formação de Portugal, que foi construída com todos e continua a ser construída com todos", afirmou esquecendo a guerra da mae e do Filho Afonso Henriques

Mas esqueceu muito mais!

Esqueceu que Portugal é o segundo país mais envelhecido da União Europeia, com uma idade mediana de 47,3 anos em 2025, ficando apenas atrás da Itália.

A idade mediana na União Europeia subiu para 44,9 anos. O fenómeno resulta do aumento da esperança de vida e da diminuição da natalidade. Cerca de um em cada cinco cidadãos na UE tem 65 anos ou mais.

Ja a Idade Mediana em Portugal atingiu os 47,3 anos, realçando  um rápido envelhecimento demográfico

com um Índice de Envelhecimento a subir para 192,4 idosos por cada 100 jovens em 2024.

Existem em Portugal cerca de 2,67 milhões de pessoas com 65 ou mais anos no país e a  taxa de fertilidade desceu para uma média de 1,45filhos por mulher.

Ora se o índice médio de fecundidade na União Europeia se situou em 1,38 filhos por mulher em 2023,  em Portugal o valor foi ligeiramente superior, atingindo 1,45 filhos por mulher.

So que ambos  os valores continuam bastante abaixo do limiar de 2,1 filhos por mulher necessário para garantir a substituição completa das gerações na população.

Vale lrmbrar alguns dos países com valores mais altos como a Bulgária com 1,81 filhos por mulher, seguida por França (1,66) e Hungria (1,55) e alguns dos países com valores mais baixos como Malta que regista o valor mais baixo com 1,06, e Espanha surge logo a seguir com 1,12.

Perante os dados acima e os 2,1 milhoes de emigrantes Portugal liderou a taxa de crescimento de entrada de imigrantes na União Europeia entre 2012 e 2023, com uma média anual de 34,3%.

Os dados mais recentes apontam que os cidadãos estrangeiros já representam cerca de 14% da população residente em Portugal (aproximadamente 1,6 milhões de pessoas num total de 11,4 milhões), aproximando o país dos valores mais altos do ranking europeu.

A comunidade brasileira continua a ser a maior expressão estrangeira no país, seguida por nacionalidades de países africanos de expressão portuguesa (como Angola e Cabo Verde) e outras comunidades como o Reino Unido e a Índia.