Para Paulo Portas o envelhecimento é o principal problema da Europa.
"Queremos começar a discutir o problema do envelhecimento das nossas sociedades com cabeça, tronco e membros e com argumentos racionais, ou queremos "likes" e radicalismos? É porque o problema não se resolve com um "tweet"", foi dizendo...
Para Paulo Portas o problema envolve "muitas políticas públicas" como habitação, impostos, trabalho, família, migrações.
Ao que parece esqueceu o Lazer ao qual os Idosos dedicam forçadamente o seu tempo
"É preciso que estejam alinhadas nas estrelas. Porque é muito difícil inverter um declínio demográfico. São precisas décadas, o ponto é que quanto mais tarde começarmos, pior", disse.
No entanto a guerra do Irão e as relações com os Estados Unidos foram outros dos temas, tal como a questão da energia, que Portas apontou como o segundo maior problema da Europa, depois da demografia.
"Nós não temos petróleo. Nem temos abundante gás. E quem tinha, bazou. Foi o Reino Unido", disse.
O antigo vice-primeiro-ministro questionou o necessario depois da invasão da Ucrânia ou do aumento no preço da energia em 30% por cauda da guerra no Médio Oriente, apontando para que si assim a Europa percebeu que não pode "depender da instabilidade geopolítica dos países produtores de petróleo".
"Não ponham a ideologia no meio de questões técnicas, isto então torna-se tóxico", e com 50 anos de atraso sugeriu a aposta em todas as renováveis, avisando que "não fazer nada não é opção, não é política, é agravar o problema".
A longa aula começou com o aviso de que se vive uma era de "declínio da racionalidade", lembrando as tensões migratórias em Ceuta.
Portas salientou que o problema tem várias explicações, incluindo a "regularização bastante massiva" feita por Espanha de 1,2 milhões de imigrantes irregulares.
E para atacar o PSOE e Sanchez veio defender Marrocos e o exercito de 70 mil que tentou tomar Ceuta, "As redes sociais tiveram um papel subterrâneo massivo que surpreendeu os dois governos (Espanha e Marrocos)", disse, avisando que o que se passou em Ceuta deve servir como "uma grande lição", que antecipou que "não será a última"…. 70 mil pobres com tlm e ou portateis eis o sonho pesadelo de Portas!
E numa prova de total ignorância lembrou-se de dizer,
"Graças a Deus, há 900 anos não existiam esses conceitos de esquerda e direita, porque senão tínhamos perdido mais tempo a discutir o que é que cada um era do que a construir a formação de Portugal, que foi construída com todos e continua a ser construída com todos", afirmou esquecendo a guerra da mae e do Filho Afonso Henriques
Mas esqueceu muito mais!
Esqueceu que Portugal é o segundo país mais envelhecido da União Europeia, com uma idade mediana de 47,3 anos em 2025, ficando apenas atrás da Itália.
A idade mediana na União Europeia subiu para 44,9 anos. O fenómeno resulta do aumento da esperança de vida e da diminuição da natalidade. Cerca de um em cada cinco cidadãos na UE tem 65 anos ou mais.
Ja a Idade Mediana em Portugal atingiu os 47,3 anos, realçando um rápido envelhecimento demográfico
com um Índice de Envelhecimento a subir para 192,4 idosos por cada 100 jovens em 2024.
Existem em Portugal cerca de 2,67 milhões de pessoas com 65 ou mais anos no país e a taxa de fertilidade desceu para uma média de 1,45filhos por mulher.
Ora se o índice médio de fecundidade na União Europeia se situou em 1,38 filhos por mulher em 2023, em Portugal o valor foi ligeiramente superior, atingindo 1,45 filhos por mulher.
So que ambos os valores continuam bastante abaixo do limiar de 2,1 filhos por mulher necessário para garantir a substituição completa das gerações na população.
Vale lrmbrar alguns dos países com valores mais altos como a Bulgária com 1,81 filhos por mulher, seguida por França (1,66) e Hungria (1,55) e alguns dos países com valores mais baixos como Malta que regista o valor mais baixo com 1,06, e Espanha surge logo a seguir com 1,12.
Perante os dados acima e os 2,1 milhoes de emigrantes Portugal liderou a taxa de crescimento de entrada de imigrantes na União Europeia entre 2012 e 2023, com uma média anual de 34,3%.
Os dados mais recentes apontam que os cidadãos estrangeiros já representam cerca de 14% da população residente em Portugal (aproximadamente 1,6 milhões de pessoas num total de 11,4 milhões), aproximando o país dos valores mais altos do ranking europeu.
A comunidade brasileira continua a ser a maior expressão estrangeira no país, seguida por nacionalidades de países africanos de expressão portuguesa (como Angola e Cabo Verde) e outras comunidades como o Reino Unido e a Índia.