Mais ainda para Paulo Raimundo a "política de Governo merece censura" pois é o grande causador dos problemas do país sobrepondo-se ã "incompetência, da chico-espertice ou de casos que envolvem ministros, cujas explicações deixam muito a desejar".
Paulo Raimundo critica ainda "todos os que apoiam, suportam e viabilizam a política de desastre nacional que está em curso" nao pondo de lado o PS”que viabilizou o Orçamento do Estado do PSD/CDS. É também responsável a Iniciativa Liberal, a promotora de tudo quanto favorece o grande capital. É também responsável o Chega que, entre a mentira e a demagogia, está com o Governo e esta política, em tudo o que é estrutural, sempre ao lado dos mais ricos e poderosos, como ficou evidente na descida do IRC", atira.
Paulo Raimundo crituca o sentido de voto do Partido Socialista na discussão do Orçamento do Estado para 2027 e lembra que se entender viabilizar o documento do Governo, os socialistas estarão "mais uma vez" não só "libertar um Chega, comprometido até ao pescoço com a política em curso, como lhe dá mais espaço para continuar a enganar o povo". O PS , terá ainda de "assumir a responsabilidade pelo desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, o ataque à escola pública, a especulação imobiliária, o ataque aos salários, às reformas e à Segurança Social, pelas privatizações, pelo aumento dos preços".
"Se o fizer, o PS confirma a sua cumplicidade com a política de direita e oferece ao Governo PSD/CDS, ao Chega e à IL, mais condições para elevar o ataque", insiste.
"O que querem mesmo é, a mando do capital, rasgar a Constituição da República", e entende não compreender a "disponibilidade do PS para amparar um assalto em curso"
Lembra o "assalto à Segurança Social", a limitação do "acesso à proteção Social" com a aprovação da PSU, a "recusa de uma política pública de habitação" e os "salários e as reformas comidos pelo aumento do custo de vida" como principais alvos a combater.
Por isso Paulo Raimundo pede uma "resposta global", apelando aos portugueses para que "provoquem o sobressalto" na luta - onde vê o "caminho para a vitória" - por melhores condições de vida.
"Este não é um tempo para experimentações sem percurso nem futuro e muito menos para ilusões que, na primeira curva, se transformam em desilusão, este não é o tempo para a armadilha do mal menor, que mantém tudo na mesma e alimenta ainda mais as forças e concepções reacionárias Este é o tempo de apontar com clareza o novo rumo que Portugal precisa", nota.
Sobre a Segurança Social, o líder dos comunistas garante que o Governo - apesar de "jurar a pés juntos" que não avançará com quaisquer alterações ao sistema público na atual legislatura -, "caso tenha espaço para isso, tudo vai fazer para que o capital ponha a mão no dinheiro dos trabalhadores" num "assalto à Segurança Social, o ataque às pensões, o prolongamento da idade da reforma" e so"um forte sinal de rejeição" poderá interromper este percurso.
"Que ninguém se iluda, só não avançarão se os trabalhadores, os reformados e a juventude derem, como estão a dar, um claro sinal de rejeição face a este assalto que está em marcha", sentencia.
Reivindicou Paulo Raimundo um aumento intercalar das pensões e reformas em 50 euros com retroativos a julho, e o direito à reforma sem penalizações, aos 40 anos de descontos.
Críticou a aprovação Prestação Social Única, com apoio do PS, afiançando que esta medida não serve "apenas para limitar o acesso à proteção social, estigmatizar a pobreza ou reduzir apoios".
"Querem mesmo assaltar a Segurança Social e comprometer a reforma a gerações futuras", afirma.
Sobre a REN "Se é assim, por que razão o Estado, que hoje detém 8% da Galp, não faz baixar os combustíveis e o gás de botija? (...) Mas onde fica a soberania quando a multinacional Moeve se prepara para pôr a mão na refinaria de Sines, a única refinaria em Portugal?", questiona, completando que, enquanto Montenegro "pede compreensão", a empresa "continua a encaixar lucros nunca vistos".
E recorda a necessaria defesa de áreas estratégicas para o país que não se aplica nas telecomunicações, na banca, nos seguros, nos transportes, nos portos, no armazenamento ou na distribuição de cereais. "E o que dizer desse ato patriótico de privatizar a TAP que é só a maior exportadora nacional, e a SATA, e as linhas rentáveis da CP?", continua.
Saudou Paulo Raimundo todos os que participaram num dos maiores processos de luta desenvolvido no país" para derrubar o pacote laboral, e lembra que na Festa do Avsnte "resgata a solidariedade, a fraternidade, a amizade e a paz".
Paulo Raimundo prometeu atacar a "besta da guerra" apelando à solidariedade internacionalista, nomeadamente com Cuba, Venezuela, a Palestina e o Saara Ocidental.
"…Aqui estamos nos 50 anos de uma Festa ímpar, que, ao longo de décadas, marcou e marca o país e sucessivas gerações na cultura, nas artes, na afirmação dos valores de Abril e nas grandes causas da humanidade", assumiu.
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