O renomado poeta e cantor e compositor brasileiro Chico Buarque expressou à teleSUR o seu firme otimismo diante da perspectiva de um novo triunfo eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva,
Aliás realçou que a população começou a compreender claramente a ameaça direta que a extrema-direita representa para o futuro do país.
Por isso enfatizou a urgência política de afastar a família Bolsonaro e seus aliados da vida pública, apontando que a facção de extrema-direita atenta contra a soberania da nação e impulsiona o avanço do crime organizado e das milícias paramilitares nos territórios populares.
A referência cultural ratificou sua plena confiança na capacidade do mandatário de articular as forças sociais do país e proporcionar uma nova vitória à classe trabalhadora brasileira. Buarque enfatizou que a contenção da agenda neofascista exige uma mobilização decidida para frear a entrega de recursos estratégicos e a submissão do Brasil aos interesses imperiais que dão respaldo à cúpula bolsonarista.
Ao abordar a estratégia eleitoral, o artista ressaltou a importância estratégica de aprofundar a articulação política com a população evangélica, considerando-a uma prioridade fundamental na campanha do candidato do Partido dos Trabalhadores
Buarque sustentou que é indispensável romper com os estereótipos promovidos pela reação conservadora e reconheceu a existência de amplos setores de fiéis progressistas alinhados à defesa da justiça social.
O intelectual destacou que as manifestações do povo de fé não podem ser enquadradas, de forma homogênea, em discursos reacionários.
Nesse sentido, celebrou os espaços de encontro e fraternidade compartilhados com comunidades evangélicas populares, reafirmando que a batalha eleitoral se trava no terreno das ideias e da construção coletiva junto às grandes maiorias da pátria sul-americana.
As últimas pesquisas eleitorais mostram uma disputa acirrada para o segundo turno presidencial, situando ambos os candidatos no limite da margem de erro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador de extrema-direita Flávio Bolsonaro disputam, palmo a palmo, a Presidência do Brasil, em um empate técnico apertado às vésperas do segundo turno eleitoral.
Segundo o estudo realizado pela Confederação Nacional do Transporte, em parceria com o Instituto MDA Pesquisa, a diferença entre as duas candidaturas mantém-se em mínimas históricas. Os dados do levantamento apontam o candidato de extrema-direita com 46,8% das intenções de voto totais, contra 45,9% registrados pelo mandatário brasileiro.
Ao considerar apenas os votos válidos — excluindo votos em branco, nulos e o segmento de indecisos —, a diferença fica em 50,5% para Bolsonaro contra 49,5% para Lula da Silva, configurando um cenário de paridade estatística.