Os ministros não chegaram a votar sobre a abertura de um processo de investigação contra Alexandre de Moraes por suposto envolvimento no Caso Master.

Eles votaram apenas se o julgamento deveria se juntar ao de André Mendonça, marcado para quarta que vem

No julgamento sobre Mendonça, estará em discussão se ele atuou ilegalmente ao solicitar à Polícia Federal um relatório sobre a relação de Moraes com Vorcaro.

Hoje, votaram por unificar os julgamentos - o que representaria adiar a discussão sobre Moraes para a semana que vem, junto à sessão de Mendonça, os ministros Gilmar Mendes (que foi quem propôs), Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Votaram contra unificar, mantendo, portanto, o julgamento hoje, Edson Fachin, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

No entanto, Dino pediu mais tempo (vista) para analisar o processo, antes que a votação terminasse. Cármen e Fux adiantaram seus votos em seguida.

Como Dino pediu vista, o voto dele a favor da unificação não foi computado, mantendo oficialmente o placar em 4 a 3 por manter como está.

Há uma discussão, no entanto, sobre o placar. Se o voto for computado, quem desempataria? Em tese, o presidente da Corte, que já votou por manter como está.

Na prática, o placar não faz diferença neste momento, já que o processo foi suspenso, até que Dino termine sua análise e devolva ao plenário.

Em tese, ele tem 90 dias corridos para fazer isso, mas esse prazo é relativo. Pode ser mais ou menos tempo.

A sessão de quarta que vem, sobre Mendonça, mantem-se