Uma carta ao GREI

Com a vantagem de nunca ter “feito a tropa” e o facto de ter lutado pela Democracia em Angola com a UNITA posso por tal desenvolver a reflexao “de fora” sobre o que o Grupo de Reflexão Estratégica Independente, GREI, que reúne vários ex-chefes militares, apresenta - um "panorama sombrio e preocupante" de falta de efetivos nas Forças Armadas.

E avançou o Grei com uma sugestão a criação de um órgão independente dedicado a questões remuneratórias.

Nao li o texto "As Forças Armadas, os recursos e a falta de pessoal", onde este grupo de reflexão alerta que as notícias em torno da Defesa têm estado mais focadas na aquisição de equipamentos – com programas como os empréstimos europeus SAFE - mas que o pessoal "(ou a falta dele) também é assunto".

E merece a pena realçar esta bofetada de luva branca a este governo Montenegro+Melo este governo insipido que acede sem pensar sequer a tudo o que o boss Trump deseja!

Diz o  GREI aponta que a crise de efetivos "não é nova", "só que agora o panorama é mais sombrio e preocupante” e acentua o GREI a exigência e o risco inerentes à profissão militar  que  "contrastam com níveis remuneratórios pouco competitivos, progressões lentas e incentivos insuficientes", além de "fragilidades na assistência na saúde, na ação social complementar e a perspetiva de reformas futuras pouco compensadoras".

"Perante um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as Forças Armadas enfrentam dificuldades crescentes para captar e manter talento qualificado, comprometendo a prontidão e capacidade operacional, bem como a renovação geracional.

Sem pessoas não há capacidades militares, e sem capacidades militares não há sistema de forças e uma garantia plena de defesa nacional", avisam.

Ora vale lembrar que nao ha poucos cidadaos que dedicam boa parte do seu tempo a exercitarem com dor e persistência o seu fisico

Assim o mostra o número de ginásios/clubes - 1.282

Tal como o número de sócios/praticantes: Quase 800 mil utilizadores

Gerando aliás a linda Faturação do setor: Cerca de 345 milhões de euro

Entre as várias propostas do GREI para enfrentar este problema está a criação de um órgão, ou uma comissão de acompanhamento, "independente e isento", que se dedicaria às questões do sistema remuneratório dos militares – lembrando que estes profissionais não têm o direito à negociação coletiva ao contrário de outras profissões, como as forças de segurança.

Nao é que nos opunhamos ao estudo de um efetivo e realista sistema remuneratorio mas estamos convictos que sendo esse um dos problemas nao é o central!

O central é o ambiente cultural enquistado em valores medievais e na fuga à realidade

Na cultura medieval funcionava bem o apego ao chefe e claro o melhor soldo recebido

Hoje nesta permissiva cultura nao funciona o apego ao chefe e tambem nao o contexto salarial!

Funcionaria bem melhor a pratica de um demonstrado apego ao solo patrio via a titulo de exemplo,

  • combate com bombeiros e a cidadania rural aos fogos
  • apoio demonstrado aos povos da CPLP
  • debate serio sobre os inuteis 13 anos de guerra colonial
  • Reconhecimento do combate dos ex presos politicos antifascistas e anticolonialistas e reconhecimento publico de heróis militares como Botelho Moniz, Humberto Delgado e Henrique Galvao e os herois militares do 5 de outubro de 1910

 

Segundo  dados do Exército, o GREI indica que, desde 2000, se candidataram ao ramo, em média, 5.737 cidadãos por ano. Destes, apenas 2.302 por ano (cerca de 40%) chegaram a completar o serviço militar.

É ainda apontado que a 01 de março deste ano, o Exército dispunha de 4.565 praças para um efetivo autorizado de 9.096 para o triénio 2023/2025 — cerca de metade do previsto. Também a Marinha, em março deste ano, dispunha apenas de 59% dos praças autorizados.