O relatório, divulgado uma semana antes das eleições de meio de mandato (a 3 de novembro), também resume alegações já relatadas anteriormente por outras quatro mulheres contra Trump.

A Casa Branca negou veementemente todas as acusações, acusando os democratas de estarem "desvairados" e de embarcarem numa "tentativa desesperada de distrair os americanos", e insistem que o presidente foi "totalmente exonerado de tudo o que está relacionado com Epstein".

Keul já tinha afirmado, em outubro de 2024, que Trump a tinha agredido sexualmente num concurso de beleza realizado no Plaza Hotel, do qual era proprietário.

A modelo contou ao comité que na altura tinha 24 anos e voou de Zurique para Manhattan para participar do concurso American Dream Pageant, onde conheceu o magnata do ramo imobiliário num almoço relacionado com o concurso.

Os dois conversaram durante 15 minutos e Trump prometeu arranjar-lhe um visto e ajudá-la a ingressar na Universidade de Nova Iorque.

Pouco depois, ela revelou ter sido abordada por Epstein, que lhe disse: "Sou Jeffrey, o melhor amigo de Don.

" O criminoso convidou-a para uma festa em Mar-a-Lago, a residência de Trump em Palm Beach, na Flórida, e garantiu-lhe: “Sabe que eu posso cuidar de si. Organizamos muitas festas com o Don… Voos, acomodações, não precisa preocupar-se com nada.”

O relatório diz que Keul foi abordada por um representante de Trump mais tarde naquele mesmo dia e convidada a ir à sua suíte, algo que ela encarou como "uma oportunidade de ouro para impulsionar a sua carreira e educação".

“Ao entrar, Trump agarrou Keul por trás e violou-a. Durante a agressão, rasgou o vestido dela e causou-lhe sangramento e hematomas em várias partes do corpo”, relata o documento. Keul contou que, depois da violação "brutal", Trump sentou-se na cama e repetiu a sua promessa de ajudá-la com o visto e a inscrição no ensino superior, lembrando: "O show deve continuar".

Keul concluiu o depoimento dizendo que regressou imediatamente para a Suíça, recusando-se a participar num outro evento patrocinado por Trump, no Havai, semanas depois.

AEla disse ainda que recebeu um telefonema dele alguns meses depois, a oferecer-se para ajudá-la com o visto americano, mas ela recusou.

A antiga modelo já tinha falado sobre o incidente ao 'Daily Mail', há cerca de dois anos, detalhando a agressão. “Ele beijou-me nos lábios e no pescoço”, começou por dizer. “Ele tentou levantar-me o vestido, estava a agarrar-me e a tocar-me em todos os lugares que conseguia. Tentei de tudo para ele parar. Finalmente, disse 'vamos conversar primeiro' ou algo parecido, e aí ele diminuiu o ritmo”, lembrou.