“Isto está a ultrapassar todos os limites. Se tentarem arrastar o Livre para este tipo de lama, então teremos que ir para o tribunal se for preciso. O Livre não é arrastável para a desonestidade, o Livre não anda no jogo de captar a atenção", avisou Rui Tavares, numa conversa numa atividade do partido, "Os Setembristas", que decorre até domingo, no Porto.
Em declarações à Lusa, Rui Tavares afirmou que André Ventura aparenta estar "muito nervoso porque cada vez mais as pessoas percebem que aquela história do gabinete está muito mal contada e que tem muitas aparências de ser uma espécie de auto golpe".
"Eu não sei se é ou não é, mas a entrevista que ele deu, em que a certa altura atira para o PSD ou para o Livre a possibilidade de se calhar terem sido eles e nós a entrarmos no gabinete, deve ter uma resposta muito firme", defendeu.
Acusando o presidente do Chega de ser um "efabulador compulsivo que inventa qualquer história para captar atenção", o antigo porta-voz considerou que Ventura "não tem o direito de arrastar o Livre" ou até o PSD "para essa lama".
"Da nossa parte, nós deixamos muito claro: esta é uma mensagem para que cesse e desista de o fazer. Porque senão, nós, evidentemente que iremos para os tribunais e poderemos constituir-nos assistentes no processo que há de haver por causa da história do gabinete", acrescentou.
Esta semana, numa entrevista ao canal NOW, o presidente do Chega insinuou que PSD ou Livre poderiam ter responsabilidades no alegado assalto ao gabinete de André Ventura no parlamento, em julho.
"O deputado Hugo Soares [líder parlamentar do PSD], não sei, se calhar até foi algum dos dele que lá foi, porque está sempre a dizer que o Chega devia era falar era disto. Eu começo é a pensar que o PSD ou o Livre é que lá foram ao gabinete, porque estão sempre a dizer «deviam falar disto, deviam falar disto»", afirmou André
Ventura.
Bem, nós preferimos lembrar a lenda do Pedro e do Lobo já que ha tanta semelhança entre o Pedro e o Venturinha…!
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Era uma vez um menino chamado Pedro que era pastor. O seu trabalho era tomar conta do seu rebanho de ovelhas enquanto pastavam. Apesar de gostar do seu trabalho, por vezes Pedro ficava aborrecido. Isto era porque passava muito tempo sozinho, sem ninguém com quem brincar ou falar.
Um dia resolveu fazer uma brincadeira para se divertir.
Desatou a gritar:
– Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo!
Lá em baixo, na aldeia, todos ouviram a gritaria e rapidamente desataram a correr para ajudar o Pedro a afugentar o lobo. No entanto, quando chegaram lá não havia lobo nenhum.
O Pedro fartou-se de rir ao ver o ar dos aldeões vermelhos de tanto correrem com a preocupação. Quem não achou piada nenhuma à brincadeira foram os aldeões que ficaram muito chateados ao perceber que era um falso alarme. Posto isto viraram costas e foram embora.
Uns dias mais tarde, o Pedro resolveu repetir a brincadeira para ver se os aldeões voltavam a cair na partida.
Desatou então a gritar:
– Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo!
Os aldeões nem pensaram duas vezes e correram para ajudar o Pedro. Mas, mais uma vez mas não havia lobo nenhum. O Pedro desatou a rir e os aldeões desta vez ficaram mais chateados ainda e foram embora a barafustar.
Passados uns dias ouviu-se em toda a aldeia o Pedro a gritar:
– Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo!
Uma brincadeira que saiu cara
Desta vez os aldeões olharam uns para os outros e encolheram os ombros. Como não queriam ser enganados mais uma vez, deixaram-se ficar nas suas tarefas na aldeia e ignoraram os gritos do Pedro.
O Pedro continuou a gritar. Acontece que desta vez era mesmo um lobo que estava a atacar as ovelhas.
– Porque é que ninguém me ajudou? – perguntou mais tarde, já na aldeia, o Pedro a chorar. Agora fiquei sem ovelhas.
Perante a tristeza do Pedro, os aldeões deram-lhe uma lição e explicaram que não ajudaram porque pensaram que se tratava de mais uma brincadeira.
Então Pedro percebeu que com coisas sérias não se deve brincar para sermos levados a sério quando for necessário. Por outras palavras, não devemos nunca mentir porque podem deixar de acreditar em nós, mesmo que falemos a verdade.